segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Adaptação....Seres Vivos

As relações dos organismos vivos na comunidade são muito mais complexos do que se imagina. 
Percebe-se, em muitos casos, que os próprios mecanismos da evolução acabaram por moldar, de forma perfeita,as adaptações de certas espécies à presença de outras.
Por exemplo, uma espécie parasita pode fixar na população, por seleção natural, adaptações que a tornam mais eficiente no ataque a outra espécie.
A espécie parasitada,por sua vez,também por evolução, acaba apresentando características que a tornam mais resistente ao parasita. Fala-se, nesses casos, em coevolução. 
Um exemplo interessante: As folhas do maracujá, fabricam substâncias tóxicas que as protejem das larvas de insetos.
Há, no entanto, uma certa espécie de borboleta cujas larvas se alimentam das folhas de maracujá, provavelmente porque possuem enzimas que digerem as substâncias tóxicas. 
Essa espécie de borboleta possui, portanto, uma adaptação em relação ao maracujá. Por outro lado, sabe-se que as borboletas adultas põem seus ovos, de cor amarelo brilhante, sobre as folhas do maracujá.
As fêmeas, no entanto, evitam desovar sobre folhas nas quais já existem ovos.
É uma forma de garantir que poucas larvas nasçam em cada folha, o que representa outra eficiente adaptação,no sentido de diminuir a competição das larvas pelo alimento.
As larvas dessa borboleta são muito vorazes e podem destruir uma planta inteira muito rapidamente.
Por isso, qualquer proteção adicional que as plantas apresentem será favorecida pela seleção natural.
Verificou-se, assim, que algumas espécies de maracujá têm, nas suas folhas, manchas amarelas bem visíveis, muito parecidas com ovos de borboleta.
São nectários, estruturas que secretam néctar, um líquido açucarado.
As fêmeas das borboletas confundem os nectários com ovos e evitam desovar naquelas folhas. Para a planta, isso acaba porrepresentar uma defesa razoável contra o inseto. Há ainda outro fato, os nectários, por causa do líquido que produzem atraem formigas e vespas, que,  por coincidência, são também predadores dos ovos da mesma espécie de borboleta. 
Aparentemente, a mera presença de formigas na folha já leva a borboleta a desistir de botar seus ovos ali.
Assim, o que parecia uma simples adaptação alimentar das larvas de borboleta ao maracujá, acaba se revelando uma complexa trama de relações evolutivas entre várias populações da mesma comunidade. 

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