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terça-feira, 29 de abril de 2014

Tempestade Negra...1930

Designa-se por Dust Bowl um fenômeno climático de tempestade de areia que ocorreu nos Estados Unidos na década de 1930 e que durou quase dez anos. Foi um desastre econômico e ambiental que afetou severamente boa parte dos Estados Unidos da América nessa altura.

Ocorreu em três eventos: 1934, 1936 e 1939-40, mas algumas das regiões das Planícies Altas (High Plains) experimentaram condições de seca por quase oito anos. O efeito "dust bowl" (taça de pó) foi provocado por anos de práticas de manejo do solo que o deixaram susceptível às forças do vento que provocaram seca induzida pelo alto nível de partículas de solo suspensas no ar. O solo, despojado de umidade, era levantado pelo vento em grandes nuvens de pó e areia tão espessas que escondiam o sol durante vários dias. Estes dias eram referidos como "brisas negras" ou "vento negro".

Consequências

Os prejuízos agrícola e econômico devastaram os residentes das Grandes Planícies (Great Plains). A seca Dust Bowl piorou as já graves crises econômicas que muitos dos agricultores enfrentavam durante a Grande Depressão. No início da década de 1930, muitos deles procuravam recuperar das perdas econômicas. Para compensar começaram a incrementar as colheitas. A grande produção baixou os preços, forçando os agricultores a incrementar as colheitas para pagar as suas terras e as suas dívidas. Quando a seca fez impacto, os agricultores já não puderam produzir a quantidade suficiente para pagar empréstimos e as suas necessidades básicas. Mesmo com a ajuda federal de emergência, muitos agricultores das Grandes Planícies não puderam suportar a crise econômica da seca. Muitos foram forçados a deixar as suas terras, com uma em cada dez explorações a mudar de dono no momento alto das transferências.



As grandes planícies continham uma vegetação natural que suportava longas estiagens, e ainda segurava a terra no lugar e gerava umidade, ajudando nas precipitações em períodos chuvosos. Com a entrega dos títulos de terra a milhares de americanos, para plantarem trigo, milho, cevada e outras gramíneas, essa capa de vegetação natural foi retirada para o plantio e deixou a terra sem proteção. Com a primeira estiagem, as culturas morreram e deram lugar à terra nua, sem umidade e prolongando a seca mais do que o normal.

O resultado foi as tempestades de areia constantes, alterando ainda mais o clima existente na região, inclusive chegando a Chicago, Washington, Nova York e na longínqua Boston, com relatos até de navios em pleno oceano Atlântico Norte divulgando que seus decks ficavam sujos de areia.

No final da década de 30, um grande projeto recuperou boa parte da vegetação natural e a condição voltou ao normal tempos depois.

Uma vez passado o Dust Bowl, observava-se claramente que muitos fatores contribuíram para o severo impacto da seca. Era preciso desenvolver uma melhor compreensão das interações entre elementos naturais (clima, plantas e solo) e as atividades humanas (prática agrícola, economia e condições sociais) das Grandes Planícies. As lições foram aprendidas, e devido a esta seca os agricultores adotaram novos métodos para ajudar a controlar a erosão do solo nos ecossistemas de terras secas. As secas subsequentes nesta região tiveram menor impacto devido a estas práticas de cultivo.(Fonte:PDF)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Mata Atlântica Brasileira...Preservação é Fundamental

A Mata Atlântica abrangia uma área equivalente a 1.315.460 km2 e estendia-se originalmente ao longo de 17 Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí).


Hoje, restam 8,5 % de remanescentes florestais acima de 100 hectares do que existia originalmente. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, temos atualmente 12,5%. É um Hotspot mundial, ou seja, uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta e também decretada Reserva da Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional, na Constituição Federal de 1988. A composição original da Mata Atlântica é um mosaico de vegetações definidas como florestas ombrófilas densa, aberta e mista; florestas estacionais decidual e semidecidual; campos de altitude, mangues e restingas.



Vivem na Mata Atlântica atualmente mais de 61% da população brasileira, ou seja, com base no Censo Populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de 112 milhões de habitantes em 3.284 municípios, que correspondem a 59% dos existentes no Brasil. Destes, 2.481 municípios possuem a totalidade dos seus territórios no bioma e mais 803 municípios estão parcialmente inclusos, conforme dados extraídos da malha municipal do IBGE .



Projeto de Lei da Mata Atlântica, que regulamenta o uso e a exploração de seus remanescentes florestais e recursos naturais, tramitou por 14 anos no Congresso Nacional e foi finalmente sancionado pelo presidente Lula em dezembro de 2006.




O Brasil já tem mais de 700 RPPNs reconhecidas, sendo que mais de 600 delas estão na Mata Atlântica. Das 633 espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil, 383 ocorrem na Mata Atlântica.(Fonte: Sos mata atlântica)

Vivem na Mata Atlântica

Mais de 20 mil espécies de plantas, sendo 8 mil endêmicas;
270 espécies conhecidas de mamíferos;
992 espécies de pássaros;
197 répteis;
372 anfíbios;
350 peixes.

Benefícios

Sete das nove bacias hidrográficas brasileiras;
Regulagem do fluxo de mananciais hídricos;
Controle do clima;
Fonte de alimentos e plantas medicinais;
Lazer, ecoturismo, geração de renda e qualidade de vida.

Pressão

Habitada por 112 milhões de habitantes em 3.222 municípios, equivalente a 61% da população brasileira;
Extração de pau-brasil, ciclos econômicos de cana de açúcar, café e ouro;
Agricultura e agropecuária;
Exploração predatória de madeira e espécies vegetais;
Industrialização, expansão urbana desordenada;
Poluição.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Natureza em Desequilíbrio...Degradação

A compreensão do processo de degradação do meio ambiente passa pela análise da interação entre as ecologias natural e humana.
Desde o surgimento na biosfera, o homem destacou-se dos demais seres vivos pela sua capacidade de engenho e aprendizagem.
Com isso, passou a conquistar novos habitats, desenvolver novos nichos e nesse processo evolutivo, muito mais tecnológico do que biológico, passou a olhar o ambiente como sendo parte externa e não como elemento componente.
Como consumidor, criou o ciclo humano de materiais à parte dos ciclos naturais.
Porém, a manutenção desse ciclo humano depende da manutenção dos ciclos naturais, pois todas as “entradas” no ciclo de produção de bens para satisfazer o consumo humano vêm dos ecossistemas naturais e todas as “saídas” do ciclo humano se convertem em “entradas”no ciclo natural de materiais.
Tanto o ciclo natural como o ciclo humano estão submetidos às leis da natureza e estas permanecem invariáveis ao longo do tempo.
Como exemplos citam-se as leis físicas da conservação de energia - primeira Lei da Termodinâmica - e da entropia - segunda Lei da Termodinâmica. 
A primeira assegura que a energia pode transformar-se, porém não se cria nem se destrói, e a segunda institui que todas as “máquinas” se desgastam, conceitos que se aplicam tanto à ecosfera quanto à tecnosfera1. 
A esta última acrescenta-se ainda as leis criadas pelo homem. 
Estas, que regulam as sociedades e as economias, são variáveis de acordo com as circunstâncias e com o tempo. 
Analisando o ciclo natural, constata-se que além dos resíduos naturais que retornam à sua base biológica, estão os manufaturados, que procedem da atividade produtiva do homem, acrescidos daqueles provenientes do seu próprio metabolismo. 
Tais resíduos, para voltarem ao processo produtivo, vão depender da capacidade de reciclagem dos ciclos naturais. 
Muitos deles são substâncias inorgânicas e o resto são compostos orgânicos, alguns dos quais não biodegradáveis, que se convertem em contaminantes da base biogeoquímica e, seja pela quantidade ou pela qualidade, contribuem para a degradação do ambiente. 
Por outro lado, as“saídas” dos ciclos naturais para abastecer os ciclos humanos através da mineração, queimada, desmatamento, construção de hidrelétricas, agricultura e pecuária intensiva, etc., causam pressões que contribuem para a degradação do ambiente. 
Como resultado da soma das pressões sobre o meio ambiente tem-se a poluição ambiental.
O que seria então poluição ambiental ? Originalmente, poluição significa sujeira (do latim poluere= sujar), porém no contexto atual é mais que isso: poluição ambiental é a degradação da qualidade ambiente com prejuízos à qualidade de vida humana ou, mais especificamente, qualquer alteração na composição e características do ambiente que, direta ou indiretamente, impeça ou dificulte a sua utilização. 
Obviamente, este conceito é bem antropocêntrico, uma vez que coloca o homem como centro, já que a utilização do ambiente está atrelada à manutenção do ciclo humano de materiais. 
Por outro lado, é um conceito mais prático, uma vez que a composição e características do ambiente podem ser avaliadas conferindo um grau de qualidade ao ambiente ou a um dado recurso ambiental, assegurando o seu uso. 
Analisando, pode-se constatar que quanto maior for a população, maior será o consumo de alimentos, energia, água, minerais, etc. e, consequentemente, maior será a pressão sobre os ecossistemas naturais e maior a degradação da biosfera, ou seja, maior a poluição ambiental. 
Donde se conclui que o crescimento populacional pode ser apontado como causa maior da degradação ambiental. 
Rico polui, pobre também polui. 
Este por necessidade de sobrevivência, aquele, muitas vezes por ganância. Porém, a população não pode crescer indefinidamente, pois está limitada à capacidade de suporte do planeta.
A capacidade de suporte para a vida humana varia de acordo com a forma como o homem maneja os recursos naturais, podendo ser melhorada ou piorada pelas atividades humanas. Cria-se assim um ciclo vicioso, onde a população crescente polui o ambiente e o ambiente assim degradado vai perdendo a sua capacidade de suporte.(Fonte:PDF)

sábado, 15 de setembro de 2012

Água da Chuva...Captação, Aproveitamento

Os problemas de escassez de água e poluição dos mananciais, aliados a má
utilização da água potável que chega até nossas residências, sugerem a procura de
alternativas para a solução desses problemas.


A captação da água da chuva para fins não-potáveis como lavagem de roupas, calçadas,
irrigação e descargas, é uma das possibilidades para amenizar os danos aos mananciais.


Nessa ótica, o presente trabalho objetiva demonstrar o potencial de aproveitamento de
água de chuva para uso residencial .


Tal aproveitamento, evita o uso inadequado da água potável e alerta sobre a possibilidade
da redução de custos nas companhias de abastecimento, garantindo o suprimento
e distribuição de água potável mais barata às residências.


Para esse objetivo, foi calculada a diferença entre as médias anuais das precipitações e das evapotranspirações, encontrando assim o potencial de água de chuva para captação.


O uso de água de chuva contribui para a redução no consumo de água tratada (potável)
para fins não potáveis, otimizando o uso múltiplo de água e contribuindo para a
conservação deste recurso natural.


Numa visão externa, a denominação planeta água é pertinente, pois, 70 porcento da superfície da terra é composta desse elemento, sendo 97,5 por cento salgada,
o que torna muito onerosa a dessanilização para adequá-la ao consumo humano.


Dos 2,5 por cento restantes, 69 por cento concentram-se em geleiras e neves eternas,
30 por cento água subterrânea, 0,7 por cento umidade do solo, ar e solos congelados,
e somente 0,3 por cento estão disponíveis em rios e lagos para consumo humano.


Esses fatos, aliados aos rumos do mundo globalizado, onde a tecnologia se faz presente
nos aspectos mais simples do cotidiano, proporcionando conforto e bem-estar, transforma
a sociedade em essencialmente consumista, ávida por todo tipo de novidade tecnológica.


A resposta dos setores produtivos é a utilização cada vez maior dos recursos naturais de modo desequilibrado, comprometendo o meio ambiente.

Se não bastasse esta cultura consumista, temos o crescimento populacional,que a cada ano aumenta de forma desordenada, resultando no aumento da utilização dos recursos
naturais sem qualquer controle, onde a água é sem dúvida o elemento mais degradado.


Não se consegue imaginar vida sem água, pois utilizamos para beber, para a saúde,
produzir e preparar alimentos entre outros fins tão essenciais para nossa sobrevivência.


A civilização ainda não se conscientizou que dependem extremamente da água e tem
que conservá-la, pois, trata-se de um recurso limitado e vulnerável.


Levando em conta a quantidade de água para consumo humano existente no planeta, nossa cultura consumista e o alto crescimento populacional, poderemos alcançar
um quadro não muito satisfatório, a escassez da água.


Atualmente, em onze países da África e nove do Oriente Médio a escassez é uma realidade, situação não muito diferente se encontra no México, Hungria, Índia,China,
Tailândia e Estados Unidos onde os níveis de água estão abaixo do necessário.(Fonte:PDF)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Importância das Cidades...No Crescimento Econômico.



A concentração de consumidores, trabalhadores e empresas num local ou área, em conjunto com as instituições formais e informais que formam uma aglomeração "compacta" e coesa, tem o potencial para produzir externalidades e aumentar as receitas em função da escala.

Sessenta e sete por cento do PIB europeu é gerado em regiões metropolitanas, enquanto a sua população apenas representa 59% da população européia total. 

Uma comparação entre o desempenho econômico das cidades européias indica igualmente que as grandes cidades têm um desempenho melhor do que as restantes.

 No entanto, existe uma diferença acentuada entre o desempenho das capitais e o das outras cidades.

 É difícil distinguir os efeitos apenas da aglomeração das externalidades positivas decorrentes do fato de ser uma capital e centro de administrações públicas e privadas.

 Existe igualmente uma diferença ainda mais marcante entre as cidades não capitais ocidentais e orientais que não pode ser explicada apenas pela dimensão.

A concentração de atividade não é uma condição necessária ou suficiente para um crescimento elevado.

Após algumas décadas, as economias de aglomeração voltaram a estar em evidência no discurso político, com a tônica na ampla disponibilidade e diversidade de recursos em áreas com uma elevada densidade de atividades diferentes.

No entanto, a investigação atual não explica suficientemente o papel destas economias nem os limiares críticos dos diferentes elementos, tornando assim difícil a utilização do conceito.

Tem sido sugerido que os efeitos de aglomeração têm limites e que as externalidades negativas que podem resultar da aglomeração, tais como o congestionamento de tráfego, os aumentos dos preços e a falta de alojamento a preços acessíveis, a poluição, a expansão urbana, os custos crescentes das infraestruturas urbanísticas, as tensões sociais e as taxas de criminalidade mais elevadas, podem suplantar os benefícios.

Além dos custos econômicos diretos de uma diminuição na eficiência da economia, existe ainda o custo adicional de um ambiente degradado, problemas de saúde e uma qualidade de vida reduzida.

De acordo com a OCDE, a relação entre receitas e dimensão populacional torna-se negativa para as áreas metropolitanas com uma população de cerca de 6 à 7 milhões de habitantes, o que sugere deseconomias de aglomeração devido a congestionamento e outros custos relacionados.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Lixo no Mar...Uma Ameaça à Cadeia Alimentar

Há cada ano que passa o homem polui cada vez mais os mares e oceanos afetando as cadeias alimentares.

Uma ilha de lixo flutua ao largo da costa da Califórnia, no oeste dos EUA, como
um gigantesco testamento da dependência dos seres humanos de objetos de plástico e da sua incapacidade de se desfazer deles de forma apropriada.

 A Grande Mancha de Lixo do Pacífico é uma metáfora monumental para o problema mundial do lixo, usada pelos ambientalistas para dramatizar o problema de como lidar com o acúmulo de detritos.

 A porção do oceano com grande concentração de plásticos descartados é um produto do movimento das correntes, conhecido com Redemoinho Subtropical do Pacífico, que junta e concentra os detritos.

 O lixo prejudica os animais, os detritos de plástico têm o potencial de lesar pássaros e
mamíferos que os comem, porque carregam toxinas, podem causar feridas internas e
enganar os animais fazendo-os pensar que estão saciados.

A cadeia alimentar marítima está sendo afetada pela grande poluição. A falta de
nutrientes causada pela acidez dos oceanos obriga os animais a mudarem de hábitat,
um exemplo é a proliferação de medusas que estão invadindo praias da Catalunha,
Espanha.

Acontecimento


Mergulhadores profissionais nadaram fortemente para alcançar a areia e estampavam
no rosto assombro e preocupação. Surfistas recuaram de um momento para outro.

“Estava sobre a prancha quando percebi a movimentação das pessoas.
Mergulhei e vi uma criatura marinha de quase dois metros de comprimento”, diz o americano J.G.

 Ele se deparou, naquela abafada tarde, com uma lula gigante que pesa cerca de quarenta e cinco quilos, pertence à espécie Humboldt e ataca o que encontra pela frente.

Sempre viveram em águas profundas da América Central, mas agora passaram a invadir o sul da Califórnia.

Definição

O sinal dado por esse movimento migratório é o da falta de alimentos e do declínio no
número de predadores naturais, isso em razão das substâncias tóxicas jogadas no mar.

Cerca de quarenta e um por cento dos oceanos do mundo foram afetados pelo impacto
de ação humana.

Para mapear o impacto da atividade humana nos ecossistemas marítimos, os cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, fizeram uma sobreposição de dezessete mapas que demonstravam o impacto de fatores diversos, como a pesca, a poluição e a mudança climática.

Os mapas foram feitos com base em um estudo que analisou o impacto dos seres
humanos em ecossistemas como os recifes de corais, as colônias de algas marinhas,
plataformas continentais e os oceanos profundos.

A influência dos humanos varia de forma significativa de acordo com cada ecossistema.

Nas áreas mais afetadas, por exemplo, há grande concentração de recifes de coral, algas marinhas, mangues e montanhas marinhas.

Já os ecossistemas menos afetados são áreas de oceanos abertos e onde o fundo do mar
é mais liso.

O mapa revela que em grande porção da costa brasileira, o impacto dos humanos é
“médio alto”, o que indicaria uma influência de quatro vírgula noventa e cinco por
cento até oito vírgula quarenta e sete por cento.(Complexo Educacional Contemporâneo)



quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Responsabilidade do Ser Humano na Natureza...

A espécie humana, num grau maior ou menor, sempre interferiu na natureza, sem grandes preocupações com seus complexos equilíbrios.

Isso é fácil de entender, por outro lado, esses equilíbrios ainda eram mal conhecidos, por outro, predominava a idéia de que os recursos da biosfera eram infinitos e que a natureza seria capaz de reagir a qualquer agressão.

No entanto, já se sabe que essa idéia não é correta, principalmente depois do surto de industrialização do planeta e da crescente demanda de alimentos.

 Felizmente, aumenta a consciência de que a biosfera é limitada e pode se regular somente até certo ponto.

 Todas as espécies biológicas interagem com o ecossistema, porém, a espécie humana é a única que modifica o ambiente de maneira tão profunda.

 Ela mesmo não está imune às mudanças no ambiente, acabando por sofrer com as perturbações dos ecossistemas.

Devido à sua capacidade única de refletir, conhecer e prever, o ser humano controla seu ambiente e seu comportamento. 

Já tem um conhecimento razoável do seu patrimônio genético, por meio dos Projetos Genomas, e controla, num certo nível, sua própria evolução.

 É justamente por causa de suas capacidades especiais que sua responsabilidade também é grande.

 É de desejar, então, que a humanidade exerça sua capacidade de controle sobre o crescimento de suas populações, sobre o uso adequado da terra, sobre o consumo dos recursos não-renováveis e sobre a destinação que dá a seus detritos, de forma menos negligente do que tem feito até agora.(Fonte-Palestra)

domingo, 10 de junho de 2012

Como se Formam as Chuvas Ácidas?

A queima de combustíveis por automóveis e indústrias liberam na atmosfera óxidos de enxofre e de nitrogênio, esses gases reagem com a água da chuva, formando ácido súlfurico e ácido nítrico, que acidificam fortemente a água da chuva.

Poderíamos pensar que a chuva ácida é um fenômeno  que só ocorre em países industrializados, infelizmente, é um fenômeno mundial.

Isso porque, para resolver o problema, as indústrias de alguns paísestêm construído chaminés altíssimas, na esperança de que os gases emitidos se dispersem sem prejuizo para o meio ambiente.

No entanto, isso apenas transfere o problema para outro lugar.

Os fortes ventos levam essas substâncias a milhares de quilômetros de distância, muitas vezes para outros países, e há precipitação ácida sobre florestas, lagos ou cidades, com todos os prejuízos decorrentes.

O que as chaminés altas fizeram foi difundir, internacionalizar o problema, em vez de elimina-lo.

A precipitação ácida prejudica tanto os ecossistemas terrestres quanto os aquáticos.

Ao acidificar a solução do solo, ela interfere na solubilidade dos sais minerais.

Sais tóxicos, como os de alumínio, por exemplo, ficam mais solúveis e são absorvidos pelas plantas.

Ao mesmo tempo, outros sais necessários à planta tornam-se menos disponíveis.

É provável que a degeneração de florestas européias se deva principalmenteàs chuvas ácidas.

As precipitações ácidas, seja sob a forma de chuva, seja de neve, têm também afetado seriamente os ecossistemas de água doce, ocasionando problemas de desenvolvimento e sobrevivência de muitos animais.

Sabe-se que o pH é um fator de extrema importância no funcionamento das enzimas e das demais proteínas dos organismos.

Os gametas dos animais, espermatozóides e óvulos, são muito sensíveis às mudanças de pH, que prejudicam totalmente os ciclos reprodutivos.

Em algumas lagoas da América do Norte, com valores de pH abaixo de 5,0, os peixes desaparecem completamente.

Nos lagos enas lagoas situados em regiões de calcário, o problema é menos sério.

 Isso porque essa substância, quando dissolvida na água, neutraliza os efeitos do ácido.


Curiosidade

 As chuvas ácidas têm também danificado nos últimos anos muitos monumentos de mármore de valor histórico, causando-lhes uma erosão acelerada.

 Lembre-se de que o mármore é de natureza calcária, e é facilmente atacado pelo ácido.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Preservação Ambiental...Quando?



















Precisamos preservar, nosso meio ambiente, com uma prioridade máxima, para conseguirmos uma qualidade de vida melhor, no futuro.


sábado, 2 de junho de 2012

Os Atributos de...Uma População

Para entender os mecanismos que controlam o tamanho de uma população, é presciso conceituar algumas de suas caracteristicas.

- Densidade

É o número de indivíduos numa unidade de área ou de volume.

Pode-se dizer, por exemplo, que a densidade da população de pinheiros de uma floresta é de 950 árvores por hectare, ou ainda que a densidade da população de trutas de um riacho é de 2 peixes por metro cúbico.

A densidade da população depende das taxas de nascimento e de morte, bem como a entrada e saída dos indivíduos da comunidade (imigração e emigração).

- Taxa de natalidade

A capacidade reprodutiva de alguns organismos é muito alta, os peixes põem milhões de ovos por vez, uma única ostra lança no mar cerca de 1 milhão de ovos a cada estação.

No entanto, mamíferos de grande porte, como os rinocerontes, têm capacidade reprodutora muito baixa, já que seu tempo de gestação e amamentação é longo.

-Taxa de mortalidade

A taxa de mortalidade geralmente é alta em populações naturais, por causa de vários fatores, como doenças, falta de alimento e predação.

Um estudo sobre os pardais da baía de São Francisco, nos Estados Unidos, mostrou que de 100 ovos postos, somente 74 eclodem.

Apenas 52 filhotes deixam o ninho e, desses, 42 morrem no primeiro ano, sobrando 10.

Na estação seguinte, reproduzem-se apenas 6 das 10 aves que haviam sobrado.

- Taxas de imigração e emigração

Imigrar é entrar numa comunidade, emigrar é sair dela.

Pra os lemingues, pequenos roedores da Escandinávia, por exemplo, a emigração é um fator importante no equilíbrio da população.

Os lemingues, aparentemente, migram duas vezes ao ano, uma na primavera, outra no outono.

Suas migrações não apenas dispersam a espécie, mas também permitem que os animais ocupem hábitats mais adequados a cada estação do ano.

Curiosidade

'Suicídio" de lemingues?

Acreditava-se, antigamente, que os lemingues(roedores), quando migravam, corriam cegamente até obstáculos como rios, lagoas ou fiordes e mergulhavam na água, morrendo afogados, numa espécie de suicídio provocado pelo estresse da superpopulação.

Isso parece não não ser verdade.

Normalmente, os lemingues evitam nadar, e só o fazem quando a margem oposta está vizível.

Acontece, porém, de os lemingues entrarem na água, se cansarem ao nadar, principalmente se a água do mar estiver agitada e com ondas, e acabarem por morrer afogados. 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

As Caatingas do Nordeste...

A vegetação da caatinga se caracteriza por ter folhas apenas nos três ou quatro meses de "inverno", que é a estação das chuvas.

 Fala-se, portanto, em vegetação caducifólia.

 As temperaturas são elevadas e é baixa a umidade relativa do ar.

 As precipitações ficam em torno de 25 a 50 centímetros por ano, podendo ocorrer de maneira bastante irregular.

 A estação das secas prolonga-se por mais de sete meses por ano.

 Os rios em geral secam no verão, a não ser o São Francisco, que é perene.

 As plantas da caatinga possuem várias adaptações que lhes permite sobreviver na estação da seca.

As folhas são em geral reduzidas, como no caso das cactáceas, em  que elas se tranformam em espinhos, e o mecanismo de abertura e fechamento dos estômatos é bem rápido.

 Além disso,o fato de as folhas  caírem na estação seca representa um modo eficiente de reduzir a transpiração.

Outras plantas, como a maniçoba e o caiapiá, suportam as secas mais prolongadas, e até queimadas, porque formam órgãos subterrâneos lenhosos resistentes, os chamados xilopódios, que rebrotam com vigor na época das chuvas.

 Algumas bombacáceas, como as barrigudas, árvores de grande porte, têm o caule rico em parênquimas armazenadores de água, que lhes conferem um aspecto típico.

 São ainda características da vegetação das caatingas as cactáceas, como o mandacaru, a coroa-de-frade, o xiquexique e o facheiro, e algumas bromeliáceas, como a macambira.




 Curiosidade


Boa parte da Floresta Amazônica e das caatingas do Nordeste coincidem na sua latitude.

Assim, a quantidade de luz que recebem é muito semelhante.

 No entanto, o tipo de "paisagem vegetal" é totalmente diferente nas duas regiões.

 A verdade é que, embora a insolação seja a mesma, os índices de precipitação são muito diferentes.

 Para a vegetação do Nordeste, a água é o fator limitante, o que não ocorre na Floresta Amazônica, onde as chuvas são abundantes.

 O tipo de vegetação de uma região depende, da combinação de de dois fatores, a insolação e a quantidade de água recebida.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Nosso Pantanal...e sua Biodiversidade

Localizado no Centro-Oeste do Brasil, o Pantanal é considerado uma das maiores reservas ecológicas do mundo, com fauna e flora extremamente ricas, portanto com grande biodiversidade.

Trata-se de uma de uma planície percorrida pelos rios Paraguai e seus afluentes, na qual se formam áreas inundadas.

O ciclo de vida compreende dois períodos distintos, o período das águas, de novembro a março, e das secas, de abril a outubro.

 No Pantanal, a planície tem um declive muito baixo, e isso faz com que a água das cheias não fique estagnada, escorrendo lentamente da planície para o leito dos rios, durante a seca.

Calcula-se, assim, que a água que cai nas cabeceiras do rio Paraguai leve quatro meses ou mais para atravassar todo o Pantanal.

 As extensas áreas inundadas servem de abrigo para muitas espécies animais.

 Existem ali centenas de espécies de peixes, quesaem do leito do leito dos rios durante a cheia e povoam as regiões inundadas, ondeprocuram alimento.

 A riqueza do Pantanal em aves é também muito grande.

 Jacarés, cobras, onças, ariranhas, macacos, porcos-do-mato e veados também fazem parte da fauna local.

 Encontra-se no Pantanal alguns cerrados e campos inundáveis,além de ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra e rios.

 Os solos do Pantanal são arenosos e neles podem crescer pastagens, utilizadas pelos herbívoros da região e pelo gado bovino.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A Inversão Térmica...

A Inversão térmica é um fenômeno bastante freqüente em várias cidades.

 Em São Paulo, nos meses de inverno, provoca grande aumento nos poluentes do ar.

Normalmente, as camadas inferiores da atmosfera são mais quentes do que as superiores, o ar quente, menos denso, sobe, carregando os poluentes, e é substituído  por ar frio.

 Em determinadas épocas, no entanto, as camadas inferiores podem ficar mais frias do que as superiores, como conseqüência, o ar não circula verticalmente, e a concentração de poluentes cresce.

 Se, além disso tudo, não houver ventos fortes, forma-se sobre a cidade um manto de poluentes cada vez mais concentrado.

 As inversões térmicas normalmente desaparecem ao longo do dia, contudo com certas condições meteorológicas, como uma alta pressão sobre a área, esses fenômenos podem se estender por muitos dias.

A solução para o problema se baseia na adoção de medidas que controlem a poluição nos grandes centros urbanos. Além disso, o uso de combustíveis e fontes de energia mais limpas ajudam a diminuir o fenômeno.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Camuflagem e Mimetismo


Há, na natureza, alguns tipos de adaptações, relacionadas ao aspecto dos seres vivos, que aumentam suas chances de sobrevivência.

 Um bom exemplo é a camuflagem, um "disfarce" do organismo que o confunde com o ambiente a seu redor.

 Ao ficar parecido com o ambiente, camuflado, o animal pode se "esconder" de sua presa, o que lhe posibilita caçar mais eficientemente.

 A superfície ventral dos peixes, por exemplo, costuma ser mais clara que o dorso.

 Um predador que estiver abaixo do péixe poderá confundi-lo com a superfície iluminada da água, se o peixe for visto de cima, seu dorso poderá ser confundido com o fundo.

 Gaivotas são escuras no dorso, o que as protege contra aves de rapina, e claras no ventre, de modo que não são vistas pelo peixe que pretendem comer.

Raposas do Ártico têm pelagem branca no inverno, por isso se confundem com a neve.

Lagartos e artrópodes que vivem na areia costumam ter cor clara e se confundem com o ambiente.

Mimetismo, é a semelhança entre seres de espécies diferentes.

 O mimetismo batesiano, um mecanismo especial, não tem a função de "esconder" o organismo.

Uma borboleta chamada vice-rei é comestível, mas tem grande semelhança com outra espécie, chamada monarca, que tem gosto desagradável e é rejeitada pelos pássaros.

Essa semelhança faz com que a borboleta vice-rei acabe também sendo rejeitada pelos pássaros.

domingo, 22 de abril de 2012

A Biodiversidade...Os Impactos Sobre A Vida

A palavra biodiversidade tem sido muito usada nos últimos tempos. Refere-se à riqueza biológica que existe no planeta.

 As regiões da  da biosfera mais ricas em diversidade biológica são freqüentemente os países menos desenvolvidos, onde existe uma enorme área florestal.

Nas regiões tropicais,  particularmente, há um número muito grande de espécies, tanto animais como vegetais, muitas dessas espécies não foram sequer identificadas.

 É provável que muitos desses organismos  venham a ter, um dia, imensa importância, seja no campo da medicina, da indústria ou da nutrição humana.

 O Brasil está entre os cinco maiores detentores dessa riqueza biológica. Há, no entanto, uma diferença entre dispor dessa riqueza biológica e ser capaz de explorá-la.

Os países de maior biodiversidade normalmente não possuem os recursos que permitiriam desenvolver estudos aprofundados das espécies, nem recursos ecônomicos  nem tecnológicos.

 Os países que dispõem desses recursos , por sua vez, não têm essa biodiversidade em seu território.

 Com inteligência  e vontade política, talvez se consiga no fururo um tipo de associação benéfica para ambos os lados, um verdadeiro  mutualismo  entre nações, que possa reverter em benefício da própria espécie humana. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Banho de Mar...Um Perigo Para a Saúde?

Na história da humanidade, cidades ribeirinhas sempre despejaram seu esgoto no mar.

 Isso ocorre ainda hoje e os dejetos são jogados no mar sem tratamento prévio.

 Esse procedimento representa um grande risco de saúde para milhões de banhistas, pois muitos microrganismos causadores de doenças, presentes nas fezes humanas, são encontrados na água.

 Casos de diarréia, micoses e hepatites infecciosas aumentam muito no verão, em cidades litorâneas, em conseqüência de contaminação por meio de banhos de mar.

 Para saber o grau de poluição da água do mar, as autoridades sanitárias fazem dosagens da bactéria Escherichia coli, "moradora" habitual do intestino humano.

 Essa bactéria, por si mesma, geralmente não causa doenças. No entanto, sua presença na água do mar, em alta concentração, é um indicador seguro de contaminação por fezes.

Nesse caso, é grande a probabilidade de haver também outros microrganismos que parasitam a espécie humana  e que podem ser causadores de doenças.

 Dosagens da Escherichia são feitas todos os verões em várias praias do litoral brasileiro e divulgadas nos meios de comunicação, advertindo a população. Em muitas cidades litorâneas, o banho de mar é o ano todo, em razão do clima.

Um passo importante para a resolução parcial desse problema foi a construção de interceptores oceânicos submarinos, ou emissários submarinos, que têm o papel de levar os esgotos a grande distância, mar adentro.

Curiosidade

É bom lembrar também que a água do mar tem certa capacidade depuradora, em outras palavras, as bactérias provenientes da contaminação pelo ser humano acabam sendo destruídas, seja por bacteriófagos, por protozoários ou por antibióticos produzidos por organismos marinhos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Conscientização Criativa...Animais Ameaçados de Extinção


 

 Lista  de todos os animais ameaçados de extinção da fauna brasileira e mundial:

Anfíbios: Flamenguinho e Perereca.

Aves: Balança-rabo-canela, Besourão-de-bico-grande, Rabo-de-espinho, Beija-flor-das-costas-violetas, Gaivota-de-rabo-preto, Pica-pau-de-cara-amarela, Pica-pau-dourado-escuro-do-sudeste, Gavião-cinza, Águia-Cinzenta, Sabiá-castanho, Albatroz-real, Papagaio-da-cara-roxa, Ararinha-azul e Codorna.

Invertebrados Aquáticos: Estrela-do-mar, Concha-borboleta, Marisco-de-água-doce e Ouriço-do-mar.

Invertebrados Terrestres: Aranha-chicote, Pseudoescorpião, Gongolo, Caracol, Besouro, Besouro-de-chifre, Abelha, Libélula e Minhoca-branca.

Mamíferos: Lobo-guará, Cervo-do-pantanal, Jaguatirica, Gato-maracajá, Onça-pintada, Onça-parda, Suçuarana, Puma, Onça-vermelha, Leão-baio, Baleia-franca, Baleia-azul, Espadarte, Morcego, Sagui-da-serra, Mico-leão-de-cara-preta, Macaco-caiarara, Macaco-prego-de-peito-amarelo, Uacari-branco, Rato-da-árvore, Peixe-boi-da-Amazônia, Tatu-canastra e Tamanduá-bandeira.

Peixes: Piau, Pirapitinga, Lambari, Pacu, Barrigudinho, Guarú, Peixe anual, Bodião-Ilhéu, Bagrinho, Bagre-cego, Cascudo, Surubim-do-paraíba, Tubarão-peregrino e Tubarão-baleia.

Répteis: Jibóia-de-Cropan, Cobra-de-vidro, Camaleãozinho, Lagarto, Jararaca, Cágado e Tartaruga-verde.

domingo, 15 de abril de 2012

Bioinseticida, no Combate à Dengue...Um Exemplo de Controle Biológico

Os mosquitos de diversos gêneros, como o Anopheles, Culex e o Aedes, afetam todas as regiões do Brasil.

 Além de causar irritação e incômodo, alguns podem transmitir doenças, como a malária, a febre amarela e a dengue, que em 2002  atingiu proporções epidêmicas em alguns estados brasileiros. 

Classicamente, o combate aos mosquitos contou sempre com os inseticidas, bastante eficazes.

 Os inseticidas, no entanto, têm certo grau de toxidez, podendo prejudicar pessoas e animais e se espalhar pelo meio ambiente.

 Com a epidemia da dengue, intensificou-se o esforço para conscientizar a população sobre a necessidade de evitar acúmulo de água em garrafas, tigelas, pratos de vasos de plantas e pneus velhos, onde as larvas do Aedes, transmissor da  dengue, podem se desenvolver.

 Para complementar o combate tradicional à esses mosquitos, a Embrapa desenvolveu um bioinseticida que tem em sua composição uma bactéria, o Bacillus sphaericus, capaz de controlar as larvas de pernilongos.

 Essa substância é aplicada nos focos ou nos criadouros de larvas.

 Quando ingeridas pelas larvas, as bactérias liberam uma substância de natureza protéica que danifica e paralisa o tubo digestório do inseto.

 Dessa forma, as larvas ficam incapazes de se alimentar e acabam por morrer de fome.

 O bioinseticida produzido pela Embrapa não contém substâncias químicas, que seriam danosas ao ambiente, mas apenas a bactéria, que não traz riscos à saúde de pessoa ou de animais domésticos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Adaptação....Seres Vivos

As relações dos organismos vivos na comunidade são muito mais complexos do que se imagina. 
Percebe-se, em muitos casos, que os próprios mecanismos da evolução acabaram por moldar, de forma perfeita,as adaptações de certas espécies à presença de outras.
Por exemplo, uma espécie parasita pode fixar na população, por seleção natural, adaptações que a tornam mais eficiente no ataque a outra espécie.
A espécie parasitada,por sua vez,também por evolução, acaba apresentando características que a tornam mais resistente ao parasita. Fala-se, nesses casos, em coevolução. 
Um exemplo interessante: As folhas do maracujá, fabricam substâncias tóxicas que as protejem das larvas de insetos.
Há, no entanto, uma certa espécie de borboleta cujas larvas se alimentam das folhas de maracujá, provavelmente porque possuem enzimas que digerem as substâncias tóxicas. 
Essa espécie de borboleta possui, portanto, uma adaptação em relação ao maracujá. Por outro lado, sabe-se que as borboletas adultas põem seus ovos, de cor amarelo brilhante, sobre as folhas do maracujá.
As fêmeas, no entanto, evitam desovar sobre folhas nas quais já existem ovos.
É uma forma de garantir que poucas larvas nasçam em cada folha, o que representa outra eficiente adaptação,no sentido de diminuir a competição das larvas pelo alimento.
As larvas dessa borboleta são muito vorazes e podem destruir uma planta inteira muito rapidamente.
Por isso, qualquer proteção adicional que as plantas apresentem será favorecida pela seleção natural.
Verificou-se, assim, que algumas espécies de maracujá têm, nas suas folhas, manchas amarelas bem visíveis, muito parecidas com ovos de borboleta.
São nectários, estruturas que secretam néctar, um líquido açucarado.
As fêmeas das borboletas confundem os nectários com ovos e evitam desovar naquelas folhas. Para a planta, isso acaba porrepresentar uma defesa razoável contra o inseto. Há ainda outro fato, os nectários, por causa do líquido que produzem atraem formigas e vespas, que,  por coincidência, são também predadores dos ovos da mesma espécie de borboleta. 
Aparentemente, a mera presença de formigas na folha já leva a borboleta a desistir de botar seus ovos ali.
Assim, o que parecia uma simples adaptação alimentar das larvas de borboleta ao maracujá, acaba se revelando uma complexa trama de relações evolutivas entre várias populações da mesma comunidade. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Mar é a Solução....




> A população humana está aumentando a grande velocidade.Os biólogos acham que, se as taxas de crescimento se mantiverem, logo haverá falta de alimento de origem animal,o que poderá forçar o ser humano a se tornar exclusivamente vegetariano.

> O " mar " representa uma das esperanças da humanidade como fonte de alimentos.
 Veja o porquê: Copépodos são microcrustáceos que fazem parte do zooplâncton marinho.

> São considerados os animais mais abundantes do mundo, superando os insetos, não no número de espécies, mas na biomassa total.

> Existem até estimativas de que apenas os indivíduos do gênero Calanus seriam mais abundantes do que todos os animais da biosfera em conjunto.

> Pelo fato de os copépodos serem consumidores de primeira ordem, tem acesso a maior massa de alimento vegetal existente - o fitoplãnctron marinho -,  o que faz deles o maior estoque vivo de proteínas do planeta.

> Poderão tornar-se, por essa razão, a chave para sobrevivência da espécie humana. Por enquanto, as pessoas estão utilizando uma parte ínfima desse suprimento.

> Na costa leste dos Estados Unidos, por exemplo, os Calanus são consumidos por savelhas (peixes), as savelhas, por sua vez, são pescada e transformadas em farinha de peixe, que é acrescentada à ração de porcos e de frangos.

> Dessa forma, chega ao homem apenas 1/10 000 da quantidade inicial de proteínas.





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