terça-feira, 30 de abril de 2013

Egípcios...Cultura e Arte

Arte Egípcia

Uma das principais civilizações da Antigüidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. A arte Egípcia surgiu há cerca de mais de 3000 anos A.C., mas é entre 1560 e 1309 A.C. que a pintura Egípcia se destaca em procurar refletir os movimentos dos corpos e por apresentar preocupação com a delicadeza das formas. A cultura egípcia foi profundamente marcada pela religião e pela supremacia política do faraó. Esses dois elementos exerceram grande influência nas artes (arquitetura, escultura e pintura) e na atividade literária e científica. A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos. O Faraó representava os homens junto aos deuses e os deuses junto aos homens, assim como era responsável pelo bem-estar do povo, sendo considerado também como um próprio Deus. Os egípcios ao esculpir e pintar tinham o propósito de relatar os acontecimentos de sua época, as histórias dos Faraós, deuses e do seu povo em menor escala, já que as pessoas não podiam ser representadas ao lado de deuses e nem dentro de templos.  Os valores dos egípcios eram eternos e estáveis. Suas leis perduraram cerca de 6.000 anos. Provavelmente eles não tiveram a intenção de nos deixar a "arte" de seus criadores.

Arquitetura

As construções mais importantes para os egípcios eram aquelas destinadas a uso religioso. Por isso, os edifícios civis recebiam menos atenção e neles eram empregados materiais menos duráveis. Os construtores procuravam adaptar os seus edifícios às condições do meio ambiente, dando-lhes uma aparência de grandiosidade, através da amplitude das dimensões. As grandes manifestações da arquitetura egípcia foram os magníficos templos religiosos, as pirâmides, os hipogeus e as mastabas. As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.

As características gerais da arquitetura egípcia são: 

- solidez e durabilidade;
- sentimento de eternidade;
- aspecto misterioso e impenetrável.


As pirâmides tinham base quandrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.
Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.

Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. Divididos em três categorias:

- Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó
- Mastaba - túmulo para a nobreza
- Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.


Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel: 

- Palmiforme - flores de palmeira
- Papiriforme - flores de papiro
- Lotiforme - flor de lótus.


Escultura

A escultura egípcia tambem obedecia a uma orientação predominantemente religiosa. Eram numerosas as estátuas esculpidas com a finalidade de ficar dentro dos túmulos.Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade. De maneira geral, nas esculturas de sarcófagos predominavam a “frontalidade” (o corpo apresentado de frente), a “verticalidade” (o tronco e o pescoço na posição vertical), e a “simetria” (divisão da obra em duas partes, através de uma linha). Raramente as figuras fugiam à postura “Hierática”; quando expressavam algum movimento, apresentavam a perna esquerda em posição de avanço. Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições.Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.

Pintura

A pintura egípcia era profundamente impregnada de elementos religiosos. Os trabalhos nesse campo tinham uma função decorativa e retratavam sobretudo, cenas da vida diária. A pintura complementava a escultura ou decorava as grandes superfícies dos edifícios. Nas figuras, os olhos e ombros aparecem de frente, embora o resto do corpo de perfil; o faraó é sempre muito mais alto que o sacerdote ou militar, o cortesão, o servo, o inimigo derrotado. Mas é menor do que o deus que personificava na terra, segundo os egípcios. Não se utilizavam gradação, mistura de tonalidades, nem claro-escuro.
Características gerais : 

- ausência de três dimensões;
- ignorância da profundidade;
- colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo;
- Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.


 Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita:

- Hieróglifos - considerados a escrita sagrada;
- Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e
- Demótica - a escrita popular.



Curiosidade

Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.(Fonte:aluzdaluz)


sábado, 30 de março de 2013

Esclerose Múltipla...Causas e Consequências

Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica do sistema nervoso central, que se caracteriza por inflamação e destruição da mielina em indivíduos com predisposição genética.
A mielina pode ser comparada a uma capa de revestimento dos fios de condução dos nossos impulsos nervosos, e é responsável pela alta velocidade de condução desses impulsos.
É por isso que a esclerose múltipla é considerada uma doença desmielinizante, e a lesão da mielina ao comprometer a condução dos impulsos nervosos, pode afetar diversas funções como a visão, a sensibilidade, o equilíbrio e os movimentos do corpo.

É uma doença auto-imune: o sistema imunológico ataca estruturas do organismo que deveria, em condições normais, defender.

A EM afeta adultos jovens, principalmente mulheres entre 20 e 45 anos.
Os homens também são afetados, embora com menor freqüência.
O maior número de casos ocorre na Europa, Canadá, norte dos EUA, Nova Zelândia e sul da Austrália.
Isso mostra a possível participação de agentes ambientais na causa da EM. No Brasil, estima-se que existam cerca de trinta mil casos.A evolução da EM varia de uma pessoa para outra podendo se manifestar sob quatro padrões:

1 - Surto-remissão: os sintomas duram de 24 horas a três semanas e desaparecem totalmente, podendo deixar mínima seqüela. É o que chamamos de SURTO. O paciente pode, por exemplo, acordar pela manhã com perda ou diminuição da visão em um olho, recuperando-a espontaneamente após alguns dias. Surto-remissão é o padrão de inicio da doença em cerca de 85% dos casos.


2 - Primariamente progressiva: há uma progressão lenta desde o início da doença,sem a ocorrência de surtos. Incide em menos de 15% dos casos.


3 - Secundariamente progressiva: após um longo período na forma surto-remissão, a doença progride com agravamento da incapacidade. Incide em cerca de 50% dos pacientes após dez anos do início da doença sob a forma surto-remissão.


4 - Progressiva recorrente: é progressiva desde o início como a primariamente progressiva, mas está associada a surtos. Há progressão da doença entre os surtos. É a forma mais rara da doença.


É importante salientar que não é possível estabelecer em determinado paciente como será a evolução da doença, porém uma freqüência menor de surtos no início com predomínio de sintomas sensoriais e visuais, parece estar associada uma evolução mais favorável.


Os sintomas variam de paciente para paciente, dependendo da área afetada do cérebro, e os mais freqüentes são: perda súbita da visão ou visão dupla, formigamento, dormência ou perda da força em braços e pernas, desequilíbrio, fadiga, e movimentos incoordenados.


O diagnóstico da EM é baseado em uma ampla investigação do histórico do paciente e no exame neurológico. Havendo a suspeita, passamos para a realização de exames que nos auxiliam no diagnostico: ressonância magnética do crânio, potencial evocado multimodal e a punção lombar.


Já o tratamento da EM pode ser dividido em duas partes.

Na fase aguda, os surtos são tratados, visando a diminuir sua duração.
A fase de manutenção envolve o uso de drogas imunomoduladoras, que podem modificar o curso da doença, diminuindo o número de surtos e prevenindo a incapacidade.

As terapias alternativas como acupuntura, apiterapia, vitaminoterapia e auto-hemoterapia ainda não têm eficácia comprovada no controle da EM.


Novas drogas, inclusive para uso oral, estão com estudos em andamento em vários países, como no Brasil, podendo surgir como novas opções para os pacientes com EM um futuro bem próximo.


É importante que o portador de EM saiba que compreendendo sua doença e o tratamento ficará mais fácil ter uma vida normal, sem restrições e preocupações. Para obter respostas às suas dúvidas tenha sempre como parceiro um neurologista especializado no diagnóstico e tratamento da EM.(Fonte:PDF)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Porto Alegre...

Porto Alegre completa 241 anos no próximo dia 26 de março. Para comemorar a data, a comunidade local e seus visitantes serão presenteados com uma série de atividades voltada para todos os públicos, entre os dias 16 e 26. Focada na importância de celebrar e cuidar da cidade, a 54ª Semana de Porto Alegre, também terá ações de cidadania com o mote do movimento “Eu Curto. Eu cuido”.


Ao longo de 11 dias de atividades, a Semana de Porto Alegre promete totalizar 29 horas de shows, 11 horas de teatro e dança e seis grandes festas, exposições, lançamentos de livros, serestas, eventos esportivos, ações sociais, oficinas e palestras. Serão mais de 50 atrações gratuitas durante todo o período da Semana.

O encerramento das atividades ficará por conta de Erasmo Carlos, com o show 50 anos de Estrada, no dia do aniversário da cidade, 26 de março, no auditório Araújo Viana.
Porto Alegre completa o seu 241º aniversário dia 26 de março de 2013. Como de costume, a prefeitura da cidade organiza uma série de eventos para que os moradores possam comemorar a data especial.


Programação Aniversário Porto Alegre 2013:
 

Ao todo serão 11 dias de atividades com 29 horas de shows, 11 horas de atrações teatrais e de dança, além de 6 grandes destas, exposições, lançamentos de livros, eventos esportivos e oficinas.

Segundo informações da prefeitura, a cidade receberá mais de 50 atrações gratuitas.




Algumas atividades principais:

Nenhum de Nós dia 19/03 no Largo Glênio Peres(realizado)
Papas na Língua, dia 20/03 no Largo Glênio Peres(realizado)
Baile da Cidade (com Kleiton e Kledir,anda Municipal, Cia Show 4, Banda Zumbira e os Palmares, além do som escolhido pelo DJ Claudinho Pereira) dia 23/03, na Prainha da Usina do Gasômetro(realizado)
> Erasmo Carlos, dia 26/03, no auditório Araújo Viana.


Erasmo Carlos faz show no aniversário de Porto Alegre


O “Tremendão” Erasmo Carlos apresentará seu show “50 anos de Estrada” no dia do aniversário da cidade, terça-feira, 26, no auditório Araújo Viana, às 21h. O espetáculo faz parte da série eventos gratuitos promovidos pela Prefeitura de Porto Alegre para marcar o aniversário de 241 anos da cidade. Foram distribuídos 2 mil ingressos em troca de um quilo de alimento cada um.

Ícone do rock brasileiro, ao longo de sua carreira Erasmo lançou 27 discos e para comemorar esta trajetória de sucesso o cantor e compositor vem realizando, desde o ano passado, uma turnê pelo país. O show faz um passeio por todas as fases da vida do cantor e também apresenta sucessos como “Sentado à Beira do Caminho”, “Minha Fama de Mau” e “Mulher”, além das parcerias com  Roberto Carlos, em canções como “Detalhes”, “Café da Manhã” e “Como É Grande o Meu Amor por Você”.

No palco, Erasmo estará acompanhado pelo maestro José Lourenço (teclados), Percy (guitarra), Billy Brandão (guitarra solo) e com os novatos “Filhos de Judith” Pedro Dias (baixo), Luiz Loppez (guitarra) e Alan Fontenele (bateria).

Show: 50 anos de Estrada, com Erasmo Carlos

Dia 26 de março – terça-feira
Horário: 21 horas
Local: Auditório Araújo Viana
Ingressos: Esgotados 







domingo, 24 de março de 2013

Passagem no Dihitt...

Auto-Avaliação

Recebi a indicação para fazer cadastro no Dihitt, de meu sobrinho que faz parte da comunidade desde 2011, através de link enviado para e-mail.

Iniciei a participação na comunidade, para divulgar matérias do Variadasevariáveis (blog), com a intenção de tentar acrescentar, conhecimento para todos usuários, e também o próprio, com relação principalmente na questão do meio ambiente e saúde.

Essa  participação iniciou em 2011, meu interesse e conhecimento aumentou, dentro desses relacionamentos com pessoas de todas as regiões do Brasil e Mundo. 

Meu raciocínio e informação melhoraram,  passaram para um nível elevado, através das postagens dos amigos na comunidade, e eu incentivando-os através de votos, comentários e seguindo seus respectivos blogs e sites.

A avaliação conclusiva no momento, é a importância da integração de culturas, constantes nessa troca de informações, de vários aspectos e direcionamentos.




Alguns amigos e blogs que sinto falta >



Luis Eduardo Pirollo, Aurélio Cesar Stupp, José Sidney Pereira, Protestar é Preciso, Carla Gisele, Retalhosdoquesou, Ma
rivan, Pcjanuária, Massoterapeuta, entre outros que não lembrei no momento. 


Agradeço à todos, Abraços!!!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Decisão Precipitada...

A racionalidade pressupõe uma opção entre todos os possíveis  comportamentos alternativos.

 Entretanto, no comportamento real, apenas uma fração de todas essas possíveis alternativa é levada em consideração.

Dessa forma, a racionalidade completa será limitada pela falta de conhecimento, fato que que algumas pessoas chamam de assimetria da informação.

A difícil tarefa de avaliar antecipadamente fica limitada, em exatidão e consistência, pela dificuldade de atribuir valor e importância correta aos elementos.

O homem explora muito mais sua capacidade através da ação e observação planejadas, e da escolha entre alternativas possíveis. 

A memória também tem o seu papel no comportamento racional.

Toda vez que um problema semelhante se repete, cabe à memória reter a informação obtida e até mesmo as conclusões a que se chegou na solução do primeiro problema, pondo-as á disposição do indivíduo, sem nova ivestigação, assim que o próximo problema da mesma natureza ocorrer.

O hábito desempenha uma função imprescindível no comportamento planejado, pois permite fazer frente a estímulos ou situações similares, com respostas ou reações similares, sem que necessite voltar a pensar de maneira consciente na decisão capaz de produzir a ação adequada.

O hábito permite que a atenção seja dedicada aos aspectos inéditos de uma situação que requer uma decisão. 

Os limites da racionalidade decorrem da incapacidade da mente humana em aplicar a uma decisão todos os aspectos de valor, conhecimento e comportamento que poderiam ter importância para essa decisão. 

O modelo de escolha dos seres humanos é mais parecido, muitas vezes, com o sistema de estímulo-resposta do que com uma escolha entre alternativas.

A racionalidade humana opera, pois, dentro dos limites de um meio ambiente psicológico.

Esse ambiente impõe ao indivíduo, à guissa de pressupostos, uma seleção de fatores sobre os quais deve basear suas decisões. 

Não obstante, os próprios estimuladores da decisão podem ser controlados, de modo que sirvam a finalidade mais amplas, podendo uma sequência de decisões ser integrada num plano bem concebido.

domingo, 17 de março de 2013

Brasil, Informalidade...Meu Nome é Trabalho

Há uma grande confusão em torno do significado do trabalho informal. Isso não se deve a pelejas metodológicas entre pesquisadores. Na verdade, a própria natureza do trabalho informal é complexa, englobando diferentes categorias de trabalhadores com inserções ocupacionais bastante particulares.

Entretanto, há duas formas básicas de se definir o trabalho informal. De um lado, há aqueles que definem o trabalho informal como aquele cujas atividades produtivas são executadas à margem da lei, especialmente da legislação trabalhista vigente em um determinado país. Aqui estariam os trabalhadores conta-própria, grande parte dos quais não contribui à previdência, os trabalhadores sem carteira assinada e os não-remunerados. 


Este ponto de vista compreende o trabalho informal a partir da precariedade da ocupação.
De outro lado, pode-se definir o trabalho informal como aquele vinculado a estabelecimentos de natureza não tipicamente capitalista. Estes estabelecimentos se distinguiriam pelos baixos níveis de produtividade e pela pouca diferenciação entre capital e trabalho. O núcleo básico seria formado pelos trabalhadores por conta própria, mas também pelos empregadores e empregados de pequenas firmas com baixos níveis de produtividade.


De acordo com este enfoque, o trabalho informal não é definido pelo respeito ou não ao marco legal mas de acordo com a dinâmica econômica das unidades produtivas. Daí o fato de se caracterizar este setor como desorganizado, não-estruturado etc. O trabalho informal pode tanto indicar uma estratégia de sobrevivência face à perda de uma ocupação formal, como uma opção de vida de alguns segmentos de trabalhadores que preferem desenvolver o seu "próprio negócio".


Ou seja, os trabalhadores informais seriam aqueles vinculados ao chamado sistema simples de produção de mercadorias e serviços, onde o assalariamento não é a regra, sendo antes a exceção. Aqui, o empregador também trabalha como empregado, podendo fazer uso de ajudantes não-remunerados (geralmente familiares), no caso dos autônomos, como também contratar empregados com ou sem carteira assinada no caso das microempresas, geralmente com até 5 empregados.


Segundo esta segunda perspectiva, a capacidade de geração de renda do trabalho informal é definida pela expansão do setor capitalista da economia, o qual gera demanda por bens e serviços. O trabalho informal pode estar vinculado tanto às cadeias produtivas das empresas capitalistas – por exemplo, uma costureira que produz para uma grande empresa de confecção – ou ao poder de consumo dos trabalhadores formais - por exemplo, uma doceira que faz bolos e doces por encomenda.


Daí o fato de se ressaltar o caráter subordinado do setor informal no sistema econômico capitalista. No âmbito deste sistema, não se pode pensar no setor informal como uma solução para o emprego, se não forem elevados os níveis de investimento e de salários do setor dinâmico da economia.


A aceitação desta segunda perspectiva faz sentido porque contribui para "limpar o terreno", explicitando os trabalhadores realmente vinculados ao segmento informal, não tipicamente capitalista, e aqueles com ocupações precárias em atividades capitalistas. Este segundo grupo inclui parte significativa dos trabalhadores sem carteira assinada, os quais não seriam informais, mas trabalhadores do setor capitalista cujos empregadores desrespeitam a legislação trabalhista vigente. (Fonte: PDF)