terça-feira, 27 de maio de 2014

Cultura e Arte...Esquimó


Esquimó é um termo geral usado para se referir a um grupo de pessoas que habitam da costa do mar de Bering até a Groenlândia e a península de Chukchi no nordeste da Sibéria. Há grupos distintos de esquimós, eles são comumente identificados com base em diferenças nos padrões de exploração dos recursos.

Desde a década de 1970, grupos esquimós no Canadá e na Groenlândia adotaram o nome Inuit, embora o termo não se consolidasse no Alasca ou na Sibéria. Apesar das diferenças regionais, grupos esquimós são surpreendentemente uniformes na língua, tipo físico, e na cultura, e, como um grupo, são distintos nesses traços de todos os vizinhos. Eles falam dialetos de uma mesma língua, o Eskimo, que é um ramo principal da família Eskimo Aleut de idiomas. A antiguidade da população esquimó é desconhecida, mas é geralmente aceito que eles são migrantes relativamente recentes da América do Norte e da Ásia, espalhando-se de oeste para leste, ao longo dos últimos 5.000 anos.
adicionalmente, a maioria dos grupos contava com os mamíferos marinhos para alimentação, iluminação, óleo de cozinha, ferramentas e armas. Peixes e caribus eram de extrema importância para sua economia. A prática de comer carne crua era comum entre os esquimós, o que não era repetido por seus vizinhos nativos americanos.

Esquimós tradicionalmente utilizavam vários tipos de casas. Tendas de peles de rena ou peles de foca que eram mais adequadas para o verão, ou em estações mais frias o abrigo era construído de troncos ou às vezes de pedra, colocado sobre pisos escavados. Entre alguns grupos esquimós, a cabana de neve, conhecida como iglu, era usada como abrigo de inverno. Mais comumente, no entanto, essas estruturas foram usadas como abrigos temporários durante a noite durante as viagens.

O trenó puxado por cães era utilizado para o transporte de cargas pesadas em longas distâncias. Sua canoa de pele, conhecida como um caiaque, é uma das embarcações pequenas mais altamente manobráveis já construídas. As tecnologias de caça incluíam vários tipos de arpões, o arco e flecha, facas e lanças. Ferro e armas se tornaram uso comum apenas no século 20. Anteriormente, armas eram criadas a partir de marfim, osso, cobre ou pedra.

Para os esquimós distantes de centros populacionais, a vida no Ártico continua dura e pouco mudou desde seus antepassados há centenas de anos. Tradicionalmente esquimós eram caçadores e coletores. Eles viviam em grupos que se moviam de uma área para outra, de acordo com a época.


Habitações

Em algumas partes da Groenlândia e em regiões sem árvores do ártico do Canadá, como a Ilha de Baffin, os esquimós construíam casas de neve como abrigos de inverno. Estas casas abobadadas, construídas de blocos de neve recém cortados são comumente conhecidas como iglus.

Em outras partes do Canadá, Groenlândia, e no Alasca, alguns esquimós construíram casas de relva e pedra. Outros usavam espessas camadas de terra sobre bases de troncos ou osso de baleia. As casas geralmente tinham um quarto, com camas cobertos com peles de rena. No verão, quase todos os esquimós viviam em tendas feitas de peles de foca ou caribu.


Alimentos

A dieta tradicional esquimó varia com as estações. Focas, baleias e outros mamíferos marinhos são caçados nos meses de inverno. A carne são comidas cozidas, cruas, ou secas. No verão e no outono as fontes de alimento importantes são jogo caribu, pequenos peixes e frutas.

A iguaria tradicional esquimó é o akutok (muitas vezes chamado sorvete esquimó), feito a partir de bagas árticas, óleo de baleia e carne de caribu. Chá quente forte e biscoitos duros feitos com farinha comprada de um posto de troca são servidos em quase todos os lares.


Roupas

Roupas esquimó são feitas a partir de peles de animais. Tradicionalmente, homens, mulheres e crianças se vestem de forma parecida. Eles usam botas de pele de foca impermeáveis, jaquetas de pele encapuzados chamados parkas e calças de pele feitas de peles de focas, caribus, raposas, ou ursos polares.



Vida em Família

Os casais eram o núcleo de uma família. Os pais, irmãos, irmãs solteiras, ou outros parentes, muitas vezes partilhavam o mesmo lar. Todos os membros trabalham juntos para sobreviver aos invernos árticos. Os homens são responsáveis pelo fornecimento de alimentos. As mulheres fazem roupas e preparam alimentos. Durante os meses de inverno as famílias se entretinham contando e representando as histórias transmitidas de geração em geração.


Religião
Durante o século 20 mais esquimós se converteram ao cristianismo. Em regiões remotas, algumas famílias mantiveram a crença antiga de que certos homens e mulheres, chamados xamãs, têm a capacidade de invocar espíritos sobrenaturais para ajuda na cura de doenças, garantindo a boa caça e controlando o tempo.


Caça e Captura

Arcos e flechas eram usados para a caça de caribus e ursos polares até o século 19, quando fuzis e balas se tornaram disponíveis em postos de comércio. Focas eram caçadas com um arpão arremessado de um caiaque. Durante o longo inverno, raposa e outros curtumes animais eram caçados para alimentação e vestuário, e para a venda em postos de comércio. Os peixes eram capturados através de buracos no gelo no inverno e em rios e córregos no verão.


Artes e Ofícios

A forma de arte mais difundida esquimó era escultura da vida diária em miniatura de objetos, tais como animais, barcos e trenós puxados por cães. O material comumente usado era óleo de baleia e marfim de morsa. Em algumas áreas eram feitas máscaras altamente criativas de peles, em grande parte para fins religiosos ou de magia, como pacificar os espíritos malignos. Mulheres decoravam as roupas com peles de animais, apliques de pele de foca e acessórios esculpidos em marfim.
(Fonte: PDF-Culturamix)

terça-feira, 29 de abril de 2014

Tempestade Negra...1930

Designa-se por Dust Bowl um fenômeno climático de tempestade de areia que ocorreu nos Estados Unidos na década de 1930 e que durou quase dez anos. Foi um desastre econômico e ambiental que afetou severamente boa parte dos Estados Unidos da América nessa altura.

Ocorreu em três eventos: 1934, 1936 e 1939-40, mas algumas das regiões das Planícies Altas (High Plains) experimentaram condições de seca por quase oito anos. O efeito "dust bowl" (taça de pó) foi provocado por anos de práticas de manejo do solo que o deixaram susceptível às forças do vento que provocaram seca induzida pelo alto nível de partículas de solo suspensas no ar. O solo, despojado de umidade, era levantado pelo vento em grandes nuvens de pó e areia tão espessas que escondiam o sol durante vários dias. Estes dias eram referidos como "brisas negras" ou "vento negro".

Consequências

Os prejuízos agrícola e econômico devastaram os residentes das Grandes Planícies (Great Plains). A seca Dust Bowl piorou as já graves crises econômicas que muitos dos agricultores enfrentavam durante a Grande Depressão. No início da década de 1930, muitos deles procuravam recuperar das perdas econômicas. Para compensar começaram a incrementar as colheitas. A grande produção baixou os preços, forçando os agricultores a incrementar as colheitas para pagar as suas terras e as suas dívidas. Quando a seca fez impacto, os agricultores já não puderam produzir a quantidade suficiente para pagar empréstimos e as suas necessidades básicas. Mesmo com a ajuda federal de emergência, muitos agricultores das Grandes Planícies não puderam suportar a crise econômica da seca. Muitos foram forçados a deixar as suas terras, com uma em cada dez explorações a mudar de dono no momento alto das transferências.



As grandes planícies continham uma vegetação natural que suportava longas estiagens, e ainda segurava a terra no lugar e gerava umidade, ajudando nas precipitações em períodos chuvosos. Com a entrega dos títulos de terra a milhares de americanos, para plantarem trigo, milho, cevada e outras gramíneas, essa capa de vegetação natural foi retirada para o plantio e deixou a terra sem proteção. Com a primeira estiagem, as culturas morreram e deram lugar à terra nua, sem umidade e prolongando a seca mais do que o normal.

O resultado foi as tempestades de areia constantes, alterando ainda mais o clima existente na região, inclusive chegando a Chicago, Washington, Nova York e na longínqua Boston, com relatos até de navios em pleno oceano Atlântico Norte divulgando que seus decks ficavam sujos de areia.

No final da década de 30, um grande projeto recuperou boa parte da vegetação natural e a condição voltou ao normal tempos depois.

Uma vez passado o Dust Bowl, observava-se claramente que muitos fatores contribuíram para o severo impacto da seca. Era preciso desenvolver uma melhor compreensão das interações entre elementos naturais (clima, plantas e solo) e as atividades humanas (prática agrícola, economia e condições sociais) das Grandes Planícies. As lições foram aprendidas, e devido a esta seca os agricultores adotaram novos métodos para ajudar a controlar a erosão do solo nos ecossistemas de terras secas. As secas subsequentes nesta região tiveram menor impacto devido a estas práticas de cultivo.(Fonte:PDF)

sábado, 5 de abril de 2014

Benefícios Para a Saúde...Andar, Pedalar


Para quem pensa em manter a forma não são necessários grandes esforços sobre-humanos para tanto. Basta um pouco de boa vontade e perseverança para obter a forma ideal. Atualmente duas práticas desportivas têm se destacado para os que buscam a boa forma. É a caminhada e a antiga e eterna bicicleta.

A falta de atividade física mais conhecida como sedentarismo, que se tem verificado com intensidade nos dias atuais, constitui-se um fator de risco para o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, em especial a arteriosclerose e a hipertensão arterial. O ato de caminhar funciona como efeito preventivo para vários problemas cardiovasculares.

Caminhar constitui uma das mais naturais atividades físicas por ser um método simples, facilmente controlável, sem a necessidade de equipamentos especiais e pode ser praticado por qualquer pessoa.

A caminhada está incluída no grupo de exercícios denominados de aeróbicos ou de resistência, que segundo os cardiologistas, significam exercícios rítmicos de grandes músculos, da mesma intensidade, até um nível em que o organismo utiliza o oxigênio como fonte de energia. Neste grupo de exercícios, além da caminhada estão incluídos ainda a corrida, a natação, andar de bicicleta e a própria dança aeróbica. Estes exercícios são os que proporcionam maiores benefícios ao sistema cardiovascular.

Benefícios

Outros efeitos benéficos da caminhada para o organismo, além da melhora e prevenção dos problemas cardíacos podem ser ressaltados, como a redução da gordura corporal, contribuindo para a manutenção do peso ideal, a melhoria da função respiratória, redução dos níveis sanguíneos de colesterol e triglicérides, a redução da ansiedade e depressão, regularização do sono e consequentemente, um melhor desempenho intelectual e maior equilíbrio emocional. É considerada, ainda, como forma de lazer.

É preciso considerar alguns aspectos fundamentais para que a caminhada e demais exercícios aeróbicos tragam alguns benefícios à saúde. O principal deles é a intensidade do exercício a ser realizado, procurando-se obter de 51 a 85% da sua capacidade máxima. Isto pode ser medido através de testes, como por exemplo o ergométrico.
Outros aspectos a serem analisados são a duração e a frequência do exercício para que se obtenham resultados satisfatórios. Além disso, a prática deve ser de acordo com a idade, o sexo, o peso, o treinamento prévio, a situação cardiovascular e o uso de medicamentos.

Os fatores como a condição de vida e ambiente, a alimentação adequada, o trabalho diário, o hábito de bebidas alcoólicas, o fumo e as condições da temperatura devem ser consideradas. O ideal é que as pessoas que desejam iniciar qualquer atividade física contassem com uma avaliação prévia e controle regular através de exames solicitados por um cardiologista.

Cuidados

Além dos exames que garantem uma avaliação mais segura, as pessoas devem observar alguns princípios considerados fundamentais na prática da caminhada, como a escolha de um tênis confortável, flexível e macio, a escolha de local adequado e de preferência sem ladeiras.

Outro aspecto destacado é com relação ao uso adequado de roupas, que devem ser leves e confortáveis, evitando o suor excessivo, que deve surgir espontaneamente. E, com o término do exercício, as pessoas devem fazer o relaxamento, sob a forma de ginástica de alongamento e respiração leve para permitir a adaptação novamente ao estado de repouso.

Percursos

As pessoas, antes de iniciar qualquer atividade física, como por exemplo caminhar, devem ter o cuidado de se orientar com especialista sobre a necessidade ou não de alguns exames médicos. As pessoas que iniciam a caminhada com grandes percursos, ou que desejam entrar em forma de uma hora para a outra, devem lembrar que isto pode ser prejudicial à saúde com consequências imprevisíveis. O aumento de exercício deve ser gradual e qualquer alteração nas condições físicas deve ser comunicada a um especialista. Por exemplo, ao caminhar até 5 Km/h se consome 3,5 de energia; 7 Km já consome 4,5; e assim por diante.

Como exercício aeróbico perfeito, que não exige pique ou coordenação como nas aulas de academia, o caminhar em uma velocidade maior que a do andar normal tornou-se um grande esporte. Para tanto são necessárias algumas precauções como, uso de calçados adequados, postura, frequência, tempo, roupas e outros.

A vestimenta de quem se dispõe a caminhar deve ser leve. Os tecidos sintéticos ou emborrachados são desaconselháveis porque impedem a transpiração natural. Tênis acolchoados, com palmilhas que amortecem o impacto do pé contra o solo são os melhores. Mas se o único horário possível para a caminhada for a hora do almoço, procure usar pelo menos calçados que não estejam apertando os pés.

A postura de quem caminha deve ser ereta. O tempo de duração de uma caminhada não deve ser nunca menos de 20 minutos. É só, após este prazo que começa a queima de calorias. A hidratação deve ser feita com um copo de água antes, um durante e um depois da atividade.

Pedalar - um exercício lúdico

Já esta atividade física evita seu contato de impacto com o solo, eliminando os riscos de uma ruptura de ligamentos. Em termos aeróbicos os benefícios são os mesmos, além disso, pedalar fortalece os músculos da perna e do coração, combate à flacidez das pernas, melhora a circulação sanguínea e ajuda na queima de calorias.

Pedalar ainda é um exercício lúdico, estimula a convivência social e em família. Os melhores lugares são parques e ciclovias, pedalar ainda é indicado para as pessoas gordinhas porque exige menor esforço para executar a tarefa, principalmente para as crianças.

Algumas dicas para pedalar com segurança e prazer

O ideal é começar pedalando de 15 a 20 minutos, três vezes por semana. Use tênis, qualquer modelo, desde que confortáveis. As bicicletas devem ter guidão alto, para evitar esforços na coluna. A postura deve prezar por manter o tronco na vertical, sem forçá-lo. O banco deve estar regulado na altura da extensão das pernas.

O ciclismo não oferece risco algum, a não ser as quedas. Para usufruir do esporte como método de condicionamento físico, pedale mais de 20 minutos por dia, e para perder calorias o tempo deve ultrapassar os 40 minutos diários. Ainda é possível pedalar sem sair de casa, basta usar as bicicletas ergométricas. Os benefícios são os mesmos.

Antes de iniciar qualquer tipo de exercícios, é recomendável procurar um médico para obter maiores informações.(Fonte:Comego)

sábado, 8 de março de 2014

Introversão...

A nossa sociedade vem transformando escolas e escritórios em instituições dedicadas a extrovertidos — arquétipo que tem se revelado um grande desperdício de talento, energia e felicidade.

O sistema de valores contemporâneo segue a crença de que todos precisariam se sentir confortáveis sob a luz dos holofotes. A introversão vem sendo encarada como um traço de personalidade de segunda classe, praticamente como uma patologia. O que se descobre dos quietos é que está cometendo um erro grave ao abraçar esse ideal. Algumas das maiores ideias humanas — da teoria da evolução aos girassóis de Van Gogh e os computadores pessoais — vieram de pessoas quietas que sabiam como se comunicar com seus universos interiores. Sem os introvertidos não haveria a teoria da relatividade, os noturnos de Chopin, o Google.

O temperamento extrovertido é atraente, mas, foi transformado em um padrão opressivo que muitos, mesmo contra sua própria essência, se acham obrigados a adotar. Tal ponto de vista surge fundamentado pelas mais recentes pesquisas nas áreas da psicologia e da neurociência, que têm apresentado ideias iluminadoras: os introvertidos, por exemplo, sentem-se confortáveis com menos estímulo, como quando resolvem palavras cruzadas ou leem um livro; já os extrovertidos gostam da vibração extra de atividades como conhecer pessoas novas e esquiar em montanhas perigosas.

Especialistas afirmam também que os dois tipos trabalham de maneiras diferentes. Os extrovertidos tendem a terminar tarefas em pouco tempo, tomando decisões rápidas, enquanto os introvertidos costumam atuar de forma mais lenta e ponderada, focando-se em uma tarefa de cada vez. “Pessoas introvertidas são pensadores atentos e reflexivos, capazes de tolerar a solidão que a produção de ideias requer. A implementação dessas boas ideias, por sua vez, implica em cooperação, e introvertidos são mais propensos a preferir ambientes cooperativos, enquanto os extrovertidos costumam favorecer a competição”.

 A questão do que chamamos de “temperamento” surge como ponto central do módulo, mostrando que introvertidos e extrovertidos pensam e processam dopamina de maneiras distintas, envolve biologia e estudos de personalidade. O assunto recebe um olhar cultural em um debate que envolve amor, trabalho e educação – sempre por meio de uma acurada e delicada observação do dia a dia.

Ainda à, algumas dúvidas comuns, mostrando que um introvertido não é necessariamente um eremita ou um misantropo. Nem mesmo a palavra “timidez” pode ser tida como um sinônimo de “introversão”: esta é o medo da desaprovação social e da humilhação, enquanto aquela é a preferência por ambientes onde não predominam os estímulos externos. Ao contrario da introversão, a timidez é inerentemente dolorosa.

Assim com acontece com outros opostos complementares (masculinidade e feminilidade, Ocidente e Oriente, liberais e conservadores), a humanidade seria irreconhecível sem a divisão entre introvertidos e extrovertidos. Poetas e filósofos têm pensando sobre o assunto desde o início dos tempos, sendo que os dois tipos aparecem na Bíblia e em escritos da antiguidade clássica. O poder dos quietos, assim, leva a se aprofundar no comportamento humano e mudar a maneira pela qual enxerga a si mesmo.(Fonte: O poder dos quietos > PDF)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Cinturão de Radiação...Van Allen

 Em 1958 o satélite de exploração espacial, o Explorer I dotado de um contador Geiger detectou radiação na órbita da Terra.
Esta consiste de elétrons e prótons, com energias altíssimas, entre 1 e 100 milhões de elétron volts.
A esta região foi dado o nome de Cinturão de Radiação Van Allen. Na verdade ela se divide em dois cinturões. 
Os dois cinturões de Van Allen, em geral, não estão presentes nos polos, tem a forma de forma duas capas que envolvem a Terra sendo mais espessas no Equador.

O cinturão mais interno está situado entre de mil e cinco mil quilômetros de altitude. Consiste de prótons altamente energéticos, que se originam pelo decaimento de nêutrons produzidos quando raios cósmicos provindos do espaço exterior colidem com átomos e moléculas da atmosfera da Terra.

Assim, quando ejetados para fora da atmosfera, parte dos nêutrons se desintegra em prótons e elétrons ao atravessar a região do cinturão. 
As trajetórias das partículas são espirais ao longo de linhas de força do campo magnético do planeta. 
Existe um segundo cinturão mais acima entre 15.000 e 25.000km, contém partículas eletricamente carregadas de origem tanto atmosférica quanto solar. 
Estas são íons, em geral trazidos pelo vento solar. 
Nesta região as partículas mais energéticas são elétrons com várias centenas de milhares de elétrons volt.

Os prótons no cinturão externo são muito menos energéticos do que os do mais interno. Não existe uma delimitação entre o cinturão interno e o externo, eles se fundem em altitudes que variam. 

Quando a atividade solar é intensa, partículas eletricamente carregadas rompem os cinturões, estas ao atingir a alta atmosfera produzem os fenômenos de auroras polares e as tempestades magnéticas. 
Contudo, muitas partículas são refletidas de volta para o espaço ao longo do campo magnético terrestre.
A atmosfera da Terra limita as partículas energéticas das regiões Van Allen entre 200 a 1.000 km aproximadamente, conforme já descrito anteriormente, o campo dos cinturões não se estende além de sete raios terrestres de distância, e seus limites estão restritos a uma área que de aproximadamente 65° do equador celeste.
A presença de um cinto de radiação já tinha sido teorizada por Nicholas Christofilos antes das primeiras prospecções realizadas por satélites na alta atmosfera terrestre.

A confirmação de sua existência se deu em primeiro lugar com as missões Explorer I no dia 31 de janeiro de 1958, e Explorer III, seu estudo foi realizado pelo Doutor James Van Allen. A primeira missão espacial a compilar dados significativos sobre o Cinturão de Van Allen foi a Sputnik 3, seguida pelas missões Explorer IV, Pioneer III e Luna 1. 

A presença de clorofluorohidrocarbono na atmosfera superior, liberado pela atividade humana, causa uma absorção seletiva de partículas alfa naquela região. 
O acúmulo cria nuvens ionicamente carregadas e invisíveis, conhecidas como região pseudo Van Allen, sendo 1x10-9 do tamanho real do cinturão de Van Allen verdadeiro. Atualmente, existem duas propostas paralelas de estudo do cinturão de radiação. 
Estas pesquisam o efeito quantitativo e qualitativo de absorção de radiação que se propaga para a baixa atmosfera terrestre.(Fonte:PDF)



sábado, 22 de fevereiro de 2014

Insatisfação Com a...Própria Imagem

Você é satisfeito com sua...Imagem ?



Uns quilos a mais, um nariz meio torto, seios pequenos, algumas manchas na pele. O que ocorre quando estas marcas da normalidade passam a ser percebidas como defeitos grotescos na aparência?

Em alguns casos, o que se vê é o surgimento de uma busca desenfreada por dietas, cirurgias reparadoras, cremes de beleza e tratamentos estéticos que são vistos como as únicas soluções para amenizar a insatisfação com o próprio corpo.



Embora a busca pela perfeição da forma corporal seja encarada com naturalidade pela sociedade contemporânea, deve-se alertar para os perigos desta busca que pode atingir níveis patológicos e comprometer a saúde física e mental dos indivíduos.

Em um momento em que a conquista do corpo perfeito nos é imposta como elemento essencial para o alcance da felicidade, cresce entre nós um sentimento de insatisfação com a própria imagem. Este contexto propicia o desenvolvimento de inúmeras patologias, entre as quais destaca-se o Distúrbio Dismórfico Corporal (DDC).

Este caracteriza-se por uma preocupação excessiva com um defeito mínimo ou imaginário na aparência. O indivíduo possui a sensação de que algum aspecto de seu corpo é feio ou repugnante, ainda que aqueles ao seu redor julguem que sua aparência não seja tão anormal.

O indivíduo com DDC realiza uma peregrinação por consultórios médicos, centros de estética, academias de ginásticas e spas, onde diversos tratamentos se sucedem. Não são raros os casos daqueles que fazem repetidas cirurgias plásticas, passam por dezenas de dietas e tratamentos de beleza.

Entretanto, após cada uma destas tentativas (ainda que bem sucedidas) a sensação de insatisfação com a própria imagem persiste, apontando que o problema não é de ordem física e sim psicológica.

Além dos danos físicos que podem advir das sucessivas intervenções às quais se submete o indivíduo com DDC, há também prejuízos nos campos social e afetivo. Isto porque a vergonha e o incômodo sentidos em função de um pequeno defeito na aparência acabam levando o indivíduo a restringir sua vida social na tentativa de esconder-se dos outros e, assim, evitar um julgamento negativo.

O DDC é um distúrbio tratável e recomenda-se que o indivíduo procure um psicólogo ou psiquiatra para que seja corretamente diagnosticado e tratado. Parte da intervenção consiste em ajudar o indivíduo a desenvolver uma avaliação mais realista das qualidades e defeitos do próprio corpo, podendo estabelecer uma relação mais satisfatória consigo mesmo.

É importante frisar que o diagnóstico de DDC não se aplica a todos aqueles que sentem ou já sentiram alguma forma de insatisfação com a própria imagem visto que, num mundo tão exigente, a satisfação total com a aparência é dificilmente atingida. Ainda assim, deve-se estar atento para o momento em que a preocupação com o corpo torna-se excessiva e passa a prejudicar a vida afetiva e social do indivíduo.(Fonte:PDF)