terça-feira, 29 de abril de 2014

Tempestade Negra...1930

Designa-se por Dust Bowl um fenômeno climático de tempestade de areia que ocorreu nos Estados Unidos na década de 1930 e que durou quase dez anos. Foi um desastre econômico e ambiental que afetou severamente boa parte dos Estados Unidos da América nessa altura.

Ocorreu em três eventos: 1934, 1936 e 1939-40, mas algumas das regiões das Planícies Altas (High Plains) experimentaram condições de seca por quase oito anos. O efeito "dust bowl" (taça de pó) foi provocado por anos de práticas de manejo do solo que o deixaram susceptível às forças do vento que provocaram seca induzida pelo alto nível de partículas de solo suspensas no ar. O solo, despojado de umidade, era levantado pelo vento em grandes nuvens de pó e areia tão espessas que escondiam o sol durante vários dias. Estes dias eram referidos como "brisas negras" ou "vento negro".

Consequências

Os prejuízos agrícola e econômico devastaram os residentes das Grandes Planícies (Great Plains). A seca Dust Bowl piorou as já graves crises econômicas que muitos dos agricultores enfrentavam durante a Grande Depressão. No início da década de 1930, muitos deles procuravam recuperar das perdas econômicas. Para compensar começaram a incrementar as colheitas. A grande produção baixou os preços, forçando os agricultores a incrementar as colheitas para pagar as suas terras e as suas dívidas. Quando a seca fez impacto, os agricultores já não puderam produzir a quantidade suficiente para pagar empréstimos e as suas necessidades básicas. Mesmo com a ajuda federal de emergência, muitos agricultores das Grandes Planícies não puderam suportar a crise econômica da seca. Muitos foram forçados a deixar as suas terras, com uma em cada dez explorações a mudar de dono no momento alto das transferências.



As grandes planícies continham uma vegetação natural que suportava longas estiagens, e ainda segurava a terra no lugar e gerava umidade, ajudando nas precipitações em períodos chuvosos. Com a entrega dos títulos de terra a milhares de americanos, para plantarem trigo, milho, cevada e outras gramíneas, essa capa de vegetação natural foi retirada para o plantio e deixou a terra sem proteção. Com a primeira estiagem, as culturas morreram e deram lugar à terra nua, sem umidade e prolongando a seca mais do que o normal.

O resultado foi as tempestades de areia constantes, alterando ainda mais o clima existente na região, inclusive chegando a Chicago, Washington, Nova York e na longínqua Boston, com relatos até de navios em pleno oceano Atlântico Norte divulgando que seus decks ficavam sujos de areia.

No final da década de 30, um grande projeto recuperou boa parte da vegetação natural e a condição voltou ao normal tempos depois.

Uma vez passado o Dust Bowl, observava-se claramente que muitos fatores contribuíram para o severo impacto da seca. Era preciso desenvolver uma melhor compreensão das interações entre elementos naturais (clima, plantas e solo) e as atividades humanas (prática agrícola, economia e condições sociais) das Grandes Planícies. As lições foram aprendidas, e devido a esta seca os agricultores adotaram novos métodos para ajudar a controlar a erosão do solo nos ecossistemas de terras secas. As secas subsequentes nesta região tiveram menor impacto devido a estas práticas de cultivo.(Fonte:PDF)

sábado, 5 de abril de 2014

Benefícios Para a Saúde...Andar, Pedalar


Para quem pensa em manter a forma não são necessários grandes esforços sobre-humanos para tanto. Basta um pouco de boa vontade e perseverança para obter a forma ideal. Atualmente duas práticas desportivas têm se destacado para os que buscam a boa forma. É a caminhada e a antiga e eterna bicicleta.

A falta de atividade física mais conhecida como sedentarismo, que se tem verificado com intensidade nos dias atuais, constitui-se um fator de risco para o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, em especial a arteriosclerose e a hipertensão arterial. O ato de caminhar funciona como efeito preventivo para vários problemas cardiovasculares.

Caminhar constitui uma das mais naturais atividades físicas por ser um método simples, facilmente controlável, sem a necessidade de equipamentos especiais e pode ser praticado por qualquer pessoa.

A caminhada está incluída no grupo de exercícios denominados de aeróbicos ou de resistência, que segundo os cardiologistas, significam exercícios rítmicos de grandes músculos, da mesma intensidade, até um nível em que o organismo utiliza o oxigênio como fonte de energia. Neste grupo de exercícios, além da caminhada estão incluídos ainda a corrida, a natação, andar de bicicleta e a própria dança aeróbica. Estes exercícios são os que proporcionam maiores benefícios ao sistema cardiovascular.

Benefícios

Outros efeitos benéficos da caminhada para o organismo, além da melhora e prevenção dos problemas cardíacos podem ser ressaltados, como a redução da gordura corporal, contribuindo para a manutenção do peso ideal, a melhoria da função respiratória, redução dos níveis sanguíneos de colesterol e triglicérides, a redução da ansiedade e depressão, regularização do sono e consequentemente, um melhor desempenho intelectual e maior equilíbrio emocional. É considerada, ainda, como forma de lazer.

É preciso considerar alguns aspectos fundamentais para que a caminhada e demais exercícios aeróbicos tragam alguns benefícios à saúde. O principal deles é a intensidade do exercício a ser realizado, procurando-se obter de 51 a 85% da sua capacidade máxima. Isto pode ser medido através de testes, como por exemplo o ergométrico.
Outros aspectos a serem analisados são a duração e a frequência do exercício para que se obtenham resultados satisfatórios. Além disso, a prática deve ser de acordo com a idade, o sexo, o peso, o treinamento prévio, a situação cardiovascular e o uso de medicamentos.

Os fatores como a condição de vida e ambiente, a alimentação adequada, o trabalho diário, o hábito de bebidas alcoólicas, o fumo e as condições da temperatura devem ser consideradas. O ideal é que as pessoas que desejam iniciar qualquer atividade física contassem com uma avaliação prévia e controle regular através de exames solicitados por um cardiologista.

Cuidados

Além dos exames que garantem uma avaliação mais segura, as pessoas devem observar alguns princípios considerados fundamentais na prática da caminhada, como a escolha de um tênis confortável, flexível e macio, a escolha de local adequado e de preferência sem ladeiras.

Outro aspecto destacado é com relação ao uso adequado de roupas, que devem ser leves e confortáveis, evitando o suor excessivo, que deve surgir espontaneamente. E, com o término do exercício, as pessoas devem fazer o relaxamento, sob a forma de ginástica de alongamento e respiração leve para permitir a adaptação novamente ao estado de repouso.

Percursos

As pessoas, antes de iniciar qualquer atividade física, como por exemplo caminhar, devem ter o cuidado de se orientar com especialista sobre a necessidade ou não de alguns exames médicos. As pessoas que iniciam a caminhada com grandes percursos, ou que desejam entrar em forma de uma hora para a outra, devem lembrar que isto pode ser prejudicial à saúde com consequências imprevisíveis. O aumento de exercício deve ser gradual e qualquer alteração nas condições físicas deve ser comunicada a um especialista. Por exemplo, ao caminhar até 5 Km/h se consome 3,5 de energia; 7 Km já consome 4,5; e assim por diante.

Como exercício aeróbico perfeito, que não exige pique ou coordenação como nas aulas de academia, o caminhar em uma velocidade maior que a do andar normal tornou-se um grande esporte. Para tanto são necessárias algumas precauções como, uso de calçados adequados, postura, frequência, tempo, roupas e outros.

A vestimenta de quem se dispõe a caminhar deve ser leve. Os tecidos sintéticos ou emborrachados são desaconselháveis porque impedem a transpiração natural. Tênis acolchoados, com palmilhas que amortecem o impacto do pé contra o solo são os melhores. Mas se o único horário possível para a caminhada for a hora do almoço, procure usar pelo menos calçados que não estejam apertando os pés.

A postura de quem caminha deve ser ereta. O tempo de duração de uma caminhada não deve ser nunca menos de 20 minutos. É só, após este prazo que começa a queima de calorias. A hidratação deve ser feita com um copo de água antes, um durante e um depois da atividade.

Pedalar - um exercício lúdico

Já esta atividade física evita seu contato de impacto com o solo, eliminando os riscos de uma ruptura de ligamentos. Em termos aeróbicos os benefícios são os mesmos, além disso, pedalar fortalece os músculos da perna e do coração, combate à flacidez das pernas, melhora a circulação sanguínea e ajuda na queima de calorias.

Pedalar ainda é um exercício lúdico, estimula a convivência social e em família. Os melhores lugares são parques e ciclovias, pedalar ainda é indicado para as pessoas gordinhas porque exige menor esforço para executar a tarefa, principalmente para as crianças.

Algumas dicas para pedalar com segurança e prazer

O ideal é começar pedalando de 15 a 20 minutos, três vezes por semana. Use tênis, qualquer modelo, desde que confortáveis. As bicicletas devem ter guidão alto, para evitar esforços na coluna. A postura deve prezar por manter o tronco na vertical, sem forçá-lo. O banco deve estar regulado na altura da extensão das pernas.

O ciclismo não oferece risco algum, a não ser as quedas. Para usufruir do esporte como método de condicionamento físico, pedale mais de 20 minutos por dia, e para perder calorias o tempo deve ultrapassar os 40 minutos diários. Ainda é possível pedalar sem sair de casa, basta usar as bicicletas ergométricas. Os benefícios são os mesmos.

Antes de iniciar qualquer tipo de exercícios, é recomendável procurar um médico para obter maiores informações.(Fonte:Comego)

sábado, 8 de março de 2014

Introversão...

A nossa sociedade vem transformando escolas e escritórios em instituições dedicadas a extrovertidos — arquétipo que tem se revelado um grande desperdício de talento, energia e felicidade.

O sistema de valores contemporâneo segue a crença de que todos precisariam se sentir confortáveis sob a luz dos holofotes. A introversão vem sendo encarada como um traço de personalidade de segunda classe, praticamente como uma patologia. O que se descobre dos quietos é que está cometendo um erro grave ao abraçar esse ideal. Algumas das maiores ideias humanas — da teoria da evolução aos girassóis de Van Gogh e os computadores pessoais — vieram de pessoas quietas que sabiam como se comunicar com seus universos interiores. Sem os introvertidos não haveria a teoria da relatividade, os noturnos de Chopin, o Google.

O temperamento extrovertido é atraente, mas, foi transformado em um padrão opressivo que muitos, mesmo contra sua própria essência, se acham obrigados a adotar. Tal ponto de vista surge fundamentado pelas mais recentes pesquisas nas áreas da psicologia e da neurociência, que têm apresentado ideias iluminadoras: os introvertidos, por exemplo, sentem-se confortáveis com menos estímulo, como quando resolvem palavras cruzadas ou leem um livro; já os extrovertidos gostam da vibração extra de atividades como conhecer pessoas novas e esquiar em montanhas perigosas.

Especialistas afirmam também que os dois tipos trabalham de maneiras diferentes. Os extrovertidos tendem a terminar tarefas em pouco tempo, tomando decisões rápidas, enquanto os introvertidos costumam atuar de forma mais lenta e ponderada, focando-se em uma tarefa de cada vez. “Pessoas introvertidas são pensadores atentos e reflexivos, capazes de tolerar a solidão que a produção de ideias requer. A implementação dessas boas ideias, por sua vez, implica em cooperação, e introvertidos são mais propensos a preferir ambientes cooperativos, enquanto os extrovertidos costumam favorecer a competição”.

 A questão do que chamamos de “temperamento” surge como ponto central do módulo, mostrando que introvertidos e extrovertidos pensam e processam dopamina de maneiras distintas, envolve biologia e estudos de personalidade. O assunto recebe um olhar cultural em um debate que envolve amor, trabalho e educação – sempre por meio de uma acurada e delicada observação do dia a dia.

Ainda à, algumas dúvidas comuns, mostrando que um introvertido não é necessariamente um eremita ou um misantropo. Nem mesmo a palavra “timidez” pode ser tida como um sinônimo de “introversão”: esta é o medo da desaprovação social e da humilhação, enquanto aquela é a preferência por ambientes onde não predominam os estímulos externos. Ao contrario da introversão, a timidez é inerentemente dolorosa.

Assim com acontece com outros opostos complementares (masculinidade e feminilidade, Ocidente e Oriente, liberais e conservadores), a humanidade seria irreconhecível sem a divisão entre introvertidos e extrovertidos. Poetas e filósofos têm pensando sobre o assunto desde o início dos tempos, sendo que os dois tipos aparecem na Bíblia e em escritos da antiguidade clássica. O poder dos quietos, assim, leva a se aprofundar no comportamento humano e mudar a maneira pela qual enxerga a si mesmo.(Fonte: O poder dos quietos > PDF)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Cinturão de Radiação...Van Allen

 Em 1958 o satélite de exploração espacial, o Explorer I dotado de um contador Geiger detectou radiação na órbita da Terra.
Esta consiste de elétrons e prótons, com energias altíssimas, entre 1 e 100 milhões de elétron volts.
A esta região foi dado o nome de Cinturão de Radiação Van Allen. Na verdade ela se divide em dois cinturões. 
Os dois cinturões de Van Allen, em geral, não estão presentes nos polos, tem a forma de forma duas capas que envolvem a Terra sendo mais espessas no Equador.

O cinturão mais interno está situado entre de mil e cinco mil quilômetros de altitude. Consiste de prótons altamente energéticos, que se originam pelo decaimento de nêutrons produzidos quando raios cósmicos provindos do espaço exterior colidem com átomos e moléculas da atmosfera da Terra.

Assim, quando ejetados para fora da atmosfera, parte dos nêutrons se desintegra em prótons e elétrons ao atravessar a região do cinturão. 
As trajetórias das partículas são espirais ao longo de linhas de força do campo magnético do planeta. 
Existe um segundo cinturão mais acima entre 15.000 e 25.000km, contém partículas eletricamente carregadas de origem tanto atmosférica quanto solar. 
Estas são íons, em geral trazidos pelo vento solar. 
Nesta região as partículas mais energéticas são elétrons com várias centenas de milhares de elétrons volt.

Os prótons no cinturão externo são muito menos energéticos do que os do mais interno. Não existe uma delimitação entre o cinturão interno e o externo, eles se fundem em altitudes que variam. 

Quando a atividade solar é intensa, partículas eletricamente carregadas rompem os cinturões, estas ao atingir a alta atmosfera produzem os fenômenos de auroras polares e as tempestades magnéticas. 
Contudo, muitas partículas são refletidas de volta para o espaço ao longo do campo magnético terrestre.
A atmosfera da Terra limita as partículas energéticas das regiões Van Allen entre 200 a 1.000 km aproximadamente, conforme já descrito anteriormente, o campo dos cinturões não se estende além de sete raios terrestres de distância, e seus limites estão restritos a uma área que de aproximadamente 65° do equador celeste.
A presença de um cinto de radiação já tinha sido teorizada por Nicholas Christofilos antes das primeiras prospecções realizadas por satélites na alta atmosfera terrestre.

A confirmação de sua existência se deu em primeiro lugar com as missões Explorer I no dia 31 de janeiro de 1958, e Explorer III, seu estudo foi realizado pelo Doutor James Van Allen. A primeira missão espacial a compilar dados significativos sobre o Cinturão de Van Allen foi a Sputnik 3, seguida pelas missões Explorer IV, Pioneer III e Luna 1. 

A presença de clorofluorohidrocarbono na atmosfera superior, liberado pela atividade humana, causa uma absorção seletiva de partículas alfa naquela região. 
O acúmulo cria nuvens ionicamente carregadas e invisíveis, conhecidas como região pseudo Van Allen, sendo 1x10-9 do tamanho real do cinturão de Van Allen verdadeiro. Atualmente, existem duas propostas paralelas de estudo do cinturão de radiação. 
Estas pesquisam o efeito quantitativo e qualitativo de absorção de radiação que se propaga para a baixa atmosfera terrestre.(Fonte:PDF)



sábado, 22 de fevereiro de 2014

Insatisfação Com a...Própria Imagem

Você é satisfeito com sua...Imagem ?



Uns quilos a mais, um nariz meio torto, seios pequenos, algumas manchas na pele. O que ocorre quando estas marcas da normalidade passam a ser percebidas como defeitos grotescos na aparência?

Em alguns casos, o que se vê é o surgimento de uma busca desenfreada por dietas, cirurgias reparadoras, cremes de beleza e tratamentos estéticos que são vistos como as únicas soluções para amenizar a insatisfação com o próprio corpo.



Embora a busca pela perfeição da forma corporal seja encarada com naturalidade pela sociedade contemporânea, deve-se alertar para os perigos desta busca que pode atingir níveis patológicos e comprometer a saúde física e mental dos indivíduos.

Em um momento em que a conquista do corpo perfeito nos é imposta como elemento essencial para o alcance da felicidade, cresce entre nós um sentimento de insatisfação com a própria imagem. Este contexto propicia o desenvolvimento de inúmeras patologias, entre as quais destaca-se o Distúrbio Dismórfico Corporal (DDC).

Este caracteriza-se por uma preocupação excessiva com um defeito mínimo ou imaginário na aparência. O indivíduo possui a sensação de que algum aspecto de seu corpo é feio ou repugnante, ainda que aqueles ao seu redor julguem que sua aparência não seja tão anormal.

O indivíduo com DDC realiza uma peregrinação por consultórios médicos, centros de estética, academias de ginásticas e spas, onde diversos tratamentos se sucedem. Não são raros os casos daqueles que fazem repetidas cirurgias plásticas, passam por dezenas de dietas e tratamentos de beleza.

Entretanto, após cada uma destas tentativas (ainda que bem sucedidas) a sensação de insatisfação com a própria imagem persiste, apontando que o problema não é de ordem física e sim psicológica.

Além dos danos físicos que podem advir das sucessivas intervenções às quais se submete o indivíduo com DDC, há também prejuízos nos campos social e afetivo. Isto porque a vergonha e o incômodo sentidos em função de um pequeno defeito na aparência acabam levando o indivíduo a restringir sua vida social na tentativa de esconder-se dos outros e, assim, evitar um julgamento negativo.

O DDC é um distúrbio tratável e recomenda-se que o indivíduo procure um psicólogo ou psiquiatra para que seja corretamente diagnosticado e tratado. Parte da intervenção consiste em ajudar o indivíduo a desenvolver uma avaliação mais realista das qualidades e defeitos do próprio corpo, podendo estabelecer uma relação mais satisfatória consigo mesmo.

É importante frisar que o diagnóstico de DDC não se aplica a todos aqueles que sentem ou já sentiram alguma forma de insatisfação com a própria imagem visto que, num mundo tão exigente, a satisfação total com a aparência é dificilmente atingida. Ainda assim, deve-se estar atento para o momento em que a preocupação com o corpo torna-se excessiva e passa a prejudicar a vida afetiva e social do indivíduo.(Fonte:PDF) 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A Moldagem no Rosto das Pessoas...Genes


 > Sequências genéticas que selecionam determinados genes pode atuar na 'escolha' do rosto.
Cientistas começaram a entender a razão pela qual os rostos das pessoas são tão diferentes. A partir de testes em ratos, pesquisadores dos Estados Unidos conseguiram identificar partes do DNA que determinam os traços faciais.


O estudo do Joint Genome Institute, do Lawrence Berkeley National Laboratory na Califórnia, mostra que mudanças no material genético podem alterar sutilmente o rosto de uma pessoa.



Os resultados da pesquisa foram publicados pela revista Science. Segundo os cientistas, os resultados registrados a partir de testes em animais têm grande chance de serem similares aos que seriam registrados com humanos.
Em entrevista à BBC, o professor Alex Visel disse que os cientistas buscam sabe “como as instruções para a formação da face humana são carregadas no DNA”.

“Em algum lugar deve haver um modelo que define nosso rosto”, disse.


Interruptor


A equipe de pesquisadores encontrou mais de 4.000 acentuassomos (sequências de DNA) no genoma do rato que, ao que tudo indica, desempenham um papel no desenvolvimento facial.

Essas sequências curtas de DNA agem como interruptores de luz, ligando e desligando genes. Os cientistas identificaram 200 sequências do genoma do rato que teriam essa função.

"Nós conseguimos ver exatamente, nos embriões de ratos, como à medida que o rosto se desenvolvem essas sequências ‘acendem’ e ‘desligam’ os genes que elas controlam”, diz o professor Visel.

Durante os testes, os pesquisadores extraíram três dessas sequências.

“Os ratos ficaram com com a aparência muito normal”, relatou o professor Visel, acrescentando que “é muito difícil para os humanos ver a diferença na face dos ratos”.

“Então resolvemos usar tomografia computadorizada para estudar o formato do rosto dos ratos”, disse.

Ao comparar os ratos com genes modificados com os demais, os pesquisadores encontraram mudanças muito sutis. Alguns camundongos, no entanto, desenvolveram crânios mais longos ou mais curtos, enquanto outros tiveram rostos mais largos ou mais estreitos.

“O que isso nos mostra é que esse interruptor especial também desempenha um papel no desenvolvimento do crânio e pode afetar o formato do crânio", explicou.



Bebês ‘Desenhados’?

 

Entender como esse mecanismo funciona pode mostrar também como os embriões podem desenvolver deformações faciais.

“Há muitas formas de deformação crânio facial de nascença. A fissura palatal e do lábio são as mais comuns”, disse o professor Visel.

“Isso traz graves implicações para as crianças afetadas. Há impacto na alimentação, na fala, na respiração, há a necessidade de cirurgia extensa, além das implicações psicológicas", disse.

Ainda que muitas dessas deformações sejam causadas por mutações genéticas, os cientistas querem saber como o mecanismo do ‘interruptor genético’ funciona.

Segundo o professor Visel, ainda há muito para se desvendar acerca do processo de desenvolvimento facial. Ele diz, no entanto, que a descoberta sugere que esse é um processo muito complexo.

Para o cientista, ainda está longe o dia que o DNA possa ser alterado para determinar a aparência de um bebê.(Fonte:
Rebecca Morelle-BBC)